Acordo UE-Mercosul tem que ser analisado com cautela e atenção aos impactos na indústria, diz Fiemg

    Relacionados

    Compartilhe


    Aprovação abre caminho para um dos maiores pactos de livre comércio do mundo, que envolve um mercado combinado de 718 milhões de pessoas e um PIB somado de US$ 22,4 trilhões, segundo o presidente Lula

    JEAN-CHRISTOPHE VERHAEGEN / AFPLula e Ursula von der Leyen
    Lula com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen

    A aprovação do acordo entre União Europeia e Mercosul gerou uma ampla reação, desde as positivas, que foram celebradas pelos líderes do bloco sul-americano e parte dos europeus, até reações contrárias, que levaram manifestantes às ruas em protesto a aprovação e países do velho continentes barrar a assinatura do projeto pelo Parlamento Europeu.

    Apesar das comemorações, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) alertou que é preciso ter cautela e atenção aos impactos que vão gerar na indústria. Para entidade, o entendimento representa um marco relevante no comércio internacional e tem efeitos diretos para economia mineira, exigindo acompanhamento cuidadoso de sua implementação.

    Isso porque o Estado de Minas Gerais mantém uma relação comercial sólida com o bloco europeu, o que reforça a importância estratégica do acordo para Minas Gerais. De 2022 a 2025, as exportações mineiras para União Europeia somaram certa de US$ 31 bilhões e as importações US$ 13,38 bilhões.

    cta_logo_jp

    Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!

    Na sexta-feira (9), ao comemorar a aprovação, o vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MIDC), Geraldo Alckmin, disse que a aprovação fortalece o multilateralismo e permite o comércio de produtos mais baratos e de melhor qualidade. Segundo ele, o acordo entre os blocos, que já é considerado o maior do mundo, deve impulsionar investimento no Mercosul, uma vez que 30% dos exportadores brasileiros embarcam para a UE, sendo o segundo maior parceiro comercial.

    “Trata-se do maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores dentre aqueles pactuados pela União Europeia com parceiros comerciais”, destaca o ministério. A aprovação abre caminho para um dos maiores pactos de livre comércio do mundo, que envolve um mercado combinado de 718 milhões de pessoas e um PIB somado de US$ 22,4 trilhões, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Apesar do aval, ainda é necessário a aprovação do Parlamento Europeu para que o acordo realmente seja concretizado, assim como também é necessária a assinatura do Congresso do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Os países sul-americanos só devem assinar o acordo depois do aval dos europeus. Se for aprovado, o acordo será assinado no dia 17 de janeiro no Paraguai.





    Source link