O Irã jogou como se estivesse em casa no SoFi Stadium, afinal Los Angeles tem a maior população iraniana fora do país, mas o apoio da arquibancada – onde também foram registradas manifestações políticas – não conduziu ao triunfo. Frente a uma Nova Zelândia aguerrida, cujo ranqueamento na Fifa é o pior da Copa do Mundo, a seleção árabe sofreu para conseguir um empate por 2 a 2 na partida que fechou a bateria de jogos desta segunda-feira.
Os iranianos sofreram um gol de Just logo nos início do primeiro tempo e buscaram o empate antes do intervalo, com Rezaeian. Na etapa final, o roteiro se repetiu: mais um gol de Just, dessa vez respondido por Mohebi.
A seleção comandada pelo técnico Amir Ghalenoei foi a campo um dia depois de Donald Trump, presidente dos EUA, anunciar que assinará um acordo de paz com o Irã na sexta-feira. Essa movimentação, contudo, não apagou o pano de fundo político que envolve a jornada iraniana rumo ao Mundial.
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Os meses que antecederam o torneio foram de questionamentos a respeito da participação da nação árabe, em paralelo ao conflito bélico de seu governo com EUA e Israel. Problemas se fizeram presentes mesmo depois de confirmada a presença na Copa.
O visto de 15 membros da delegação foi negado, por isso a federação iraniana decidiu abandonar o plano inicial de ficar na cidade americana de Tucson e escolheu Tijuana, no México, como base. A chegada aos EUA foi no domingo, um dia antes da estreia, marcada por manifestações contra a República Islâmica.
Torcedores levaram aos arredores do estádio a antiga bandeira do Irã – anterior a revolução de 1979 que instaurou o atual regime -, um símbolo dos opositores. Alguns conseguiram entrar no estádio com o objetivo, mesmo com presidente da federação pedindo a Fifa que isso fosse proibido.
COMO FICA O GRUPO G?
Com o resultado, a Irã e Nova Zelândia somam um ponto cada. Mais cedo nesta segunda-feira, Bélgica e Egito, os outros integrantes do grupo, empataram por 1 a 1, portanto todos estão com um ponto. Iranianos e neozelandeses, contudo, ficam acima por terem marcado mais gols.
COMO FOI O JOGO ENTRE IRÃ E NOVA ZELÂNDIA NA COPA DO MUNDO?
Apesar dos protestos e do contexto político, o apoio ao futebol do Irã foi massivo. A torcida árabe fazia muito barulho, cenário que a Nova Zelândia já esperava haja vista a quantidade de iranianos residentes em Los Angeles. Preparados para jogar na condição de visitantes, os neozelandeses surpreenderam e, em vez de apostarem em um jogo mais defensivo, preferiram ficar com a bola e até se expuseram a muitos contra-ataques.
A escolha foi arriscada e gerou contragolpes iniciais ao adversário, que tomou decisões ruins na hora de decidir as jogadas em questão. Valeu a pena o risco, pois, ainda aos seis minutos, Just tabelou com Chris Wood e abriu o placar.
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Referência do ataque, Wood era buscado com frequência pelos colegas e participou de dois lances que poderiam ampliar a vantagem, primeiro servindo finalização de Singh e depois desperdiçando boa chance.
O desenho da partida começou a mudar a partir da segunda metade do primeiro tempo. Um chute na trave de Taremi, grande estrela do Irã, marcou essa mudança de panorama. Veio a pressão iraniana, transformada em gol aos 31, quando Rezaeian tocou por cima do goleiro Crocombe, concluindo lance trabalhado, para empatar a partida.
A etapa final foi de nível ainda mais alto que a primeira, em um jogo frenético e de disposição ofensiva de ambos os lados. Novamente, a Nova Zelândia foi mais rápida em letalidade, graças a dupla responsável pelo primeiro. Just marcou de novo, aos nove minutos, após mais uma tabelinha bem-sucedida com Woods.
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Os neozelandeses se esforçaram para fechar os espaços e tiveram sucesso apenas por cerca de dez minutos após o segundo gol. O Irã empatou com Mohebi e, a partir deste momento, passou dominar a partida, buscando espaços por dentro para desmontar a defesa adversária.
AGENDA DE IRÃ E NOVA ZELÂNDIA NA COPA DO MUNDO
O Irã volta ao SoFi Stadium, em Los Angeles, para enfrentar a Bélgica no domingo, às 16 horas (de Brasília). Mais tarde no mesmo dia, às 22 horas, a Nova Zelândia desafia o Egito no Estádio BC Place, em Vancouver, no Canadá.
FICHA TÉCNICA
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IRÃ 2 X 2 NOVA ZELÂNDIA
IRÃ – Beiranvand; Ramin Rezaeian, Khalilzadeh, Al Nemati e Milad Mohammadi; M. Mohebi, Saman Ghoddos (Hajsafi), Eztolahi e Yousefi (Ghayedi); Shahriyar Moghanlou (Alipour) e Taremi (Hosseinzadeh). Técnico: Técnico: Amir Ghalenoei.
NOVA ZELÂNDIA – Max Crocombe; Tim Payne (Elliot), Surman, Boxxall e Cacace (Ben Old); Bell, Stamenic (Bindon), Just, Singh e McCowatt (Ryan Thomas); Chris Wood. Técnico: Darren Bazeley.
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GOLS – Just, aos seis, e Rezaeian, aos 27 minutos do primeiro tempo. Just, aos nove, e Mohebi, aos 18.
ÁRBITRO – Cesar Arturo Ramos Palazuelos (MEX).
CARTÕES AMARELOS – Hajsafi.
PÚBLICO – 70.108 torcedores.
LOCAL – SoFi Stadium, em Los Angeles (EUA).