Fox dobra aposta no streaming e compra Roku por US$ 22B

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    A Fox deu seu maior passo até hoje na guerra do streaming. A companhia controlada pela família Murdoch anunciou nesta segunda (15) a compra da Roku, uma das pioneiras e maiores plataformas de TV conectada do mundo, em um negócio que avalia a empresa em cerca de US$ 22 bilhões. 

    Segundo destacou a Fox em nota, ela vai pagar US$ 160 por ação, em dinheiro e ações classe A, e a expectativa é fechar a transação no primeiro semestre de 2027, ainda sujeita a aval regulatório e dos acionistas.

    Lachlan Murdoch, CEO da Fox, classificou a aquisição como um “momento definidor” e a continuação de uma estratégia em curso desde 2019, quando o grupo se reorganizou em torno de notícias e esportes ao vivo após vender ativos para a Disney. Anthony Wood, fundador e CEO da Roku, seguirá na empresa combinada e entrará no conselho da Fox.

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    Na prática, o acordo reunirá o cardápio de conteúdo ao vivo da Fox, como Fox News e transmissões de NFLMLB e da atual Copa do Mundo, à infraestrutura da Roku, que chega a mais de 100 milhões de lares pelo mundo via seus dispositivos de smart TV, seu sistema operacional já embutido em diversos aparelhos de TV, o The Roku Channel e sua base de dados própria.

    Somada à Tubi, o serviço gratuito que a Fox comprou em 2020 por US$ 440 milhões, a dona passa a controlar uma das maiores engrenagens de distribuição de vídeo dos EUA, virando a terceira maior companhia de TV do país em audiência.

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    A corrida pela sala de estar

    O cheque alto não é à toa. Com os espectadores abandonando a TV a cabo em ritmo acelerado, o controle da plataforma — no caso, o sistema operacional pelo qual o público escolherá seus conteúdos — virou o ativo mais disputado do entretenimento.

    É um movimento de consolidação, mas com uma proposta um tanto diferente de outro deal badalado atualmente, o da compra da Warner pela Paramount Skydance, que foi liberada na semana passada pelo Departamento de Justiça dos EUA.

    Na visão da Fox, em vez de comprar mais um catálogo de filmes e séries, com o M&A da Roku, a companhia resolveu comprar uma das “portas de entrada” da telona da sala, levando junto os dados de quem assiste e o espaço de publicidade que circula por ela.

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    Contudo, o mercado já demonstrou seu receio quanto ao futuro da Roku como plataforma neutra. A plataforma sustenta boa parte de seu negócio justamente por distribuir todo mundo, inclusive concorrentes diretos da Fox, como NetflixPrime Video e outros.

    Para acalmar o mercado, a Fox falou do assunto logo no anúncio: a Roku seguirá “de portas abertas”, como plataforma neutra que continua a hospedar outros streamings. Os investidores, porém, torceram o nariz, com as ações da Fox recuando cerca de 15%, sinal do ceticismo quanto ao tamanho da aposta e ao desafio de integrar uma empresa de tecnologia a um conglomerado de mídia tradicional. 

    Conteúdo produzido por Startups.com.br

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    Fonte: Jovem Pan