Modelo de remuneração fee fixo cresce mais de 5 vezes no mercado financeiro do Brasil

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    O modelo de remuneração fee fixo, recentemente adotado no Brasil, ganhou força entre os assessores de investimentos, de acordo com dados da AAWZ, consultoria especializada no segmento. A empresa aponta um crescimento superior a cinco vezes em um intervalo de 24 meses.

    Predominante no mercado dos Estados Unidos, o fee fixo funciona como uma espécie de assinatura. Em vez de pagar por cada operação realizada, o investidor contrata um serviço contínuo, com cobrança periódica calculada sobre o valor do patrimônio investido.

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    O percentual do fee fixo varia de acordo com o escritório contratado e o montante investido. A faixa mais recorrente para investidores pessoa física gira em torno de 1% e 0,4% (na medida em que o patrimônio aplicado aumenta).

    A dinâmica tem atraído adeptos, reforça levantamento da AAWZ divulgado no evento A Virada do Mercado Financeiro. O estudo confirma um crescimento acelerado da modalidade.

    De acordo com os dados da consultoria, a participação de assessores com clientes no modelo fee fixo avançou de 7% no primeiro trimestre de 2024 para 38% no quarto trimestre de 2025, movimento que representa o crescimento de mais de cinco vezes nos últimos dois anos.

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    Na avaliação da empresa, o avanço da transparência regulatória e a maior atenção dos investidores à estrutura de remuneração dos distribuidores tendem a favorecer a expansão gradual do modelo nos próximos anos.

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    Mudança estrutural na indústria

    Conforme avaliação apresentada pela AAWZ, a evolução do fee fixo representa uma mudança estrutural na indústria de investimentos, com potencial para alterar gradualmente a dinâmica de remuneração dos escritórios de assessoria e das plataformas de distribuição.

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    A consultoria também projeta expansão do canal B2B ao longo da próxima década, em um cenário de maior foco em planejamento financeiro, transparência e relacionamento de longo prazo com os investidores.

    O principal ponto de atenção para o mercado agora é a velocidade dessa transição.

    A avaliação de participantes da indústria é que o modelo fee-based deve continuar ganhando espaço nos próximos anos, impulsionado pela maior transparência regulatória e pela busca dos investidores por mais clareza sobre custos e remuneração.

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    Apesar do avanço da modalidade, a expectativa predominante é de coexistência entre diferentes formatos de relacionamento, permitindo que investidores escolham a estrutura mais adequada aos seus objetivos e necessidades.

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    XP amplia oferta de modelos de relacionamento

    A XP vem adotando uma estratégia baseada em diferentes modelos de atendimento, permitindo que o cliente escolha a estrutura mais adequada ao seu perfil.

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    Em artigo publicado pela companhia, o CEO da XP, Thiago Maffra, afirmou que a instituição oferece atualmente modelos transacional, fee fixo e consultoria, defendendo que não existe uma única forma ideal de relacionamento para todos os investidores.

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    Segundo a XP, o modelo fee fixo segue em expansão e já reúne mais de R$ 245 bilhões de ativos administrados dentro da plataforma.

    A companhia afirma ainda que a modalidade vem registrando crescimento trimestre após trimestre.



    Fonte: Jovem Pan