{"id":877,"date":"2026-01-18T12:38:16","date_gmt":"2026-01-18T12:38:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/01\/18\/brasil-acessara-36-do-comercio-global-com-acordo-ue-mercosul-afirma-cni\/"},"modified":"2026-01-18T12:38:16","modified_gmt":"2026-01-18T12:38:16","slug":"brasil-acessara-36-do-comercio-global-com-acordo-ue-mercosul-afirma-cni","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/01\/18\/brasil-acessara-36-do-comercio-global-com-acordo-ue-mercosul-afirma-cni\/","title":{"rendered":"Brasil acessar\u00e1 36% do com\u00e9rcio global com acordo UE-Mercosul, afirma CNI"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria avalia que a assinatura do acordo \u00e9 um \u2018marco hist\u00f3rico para o fortalecimento da ind\u00fastria brasileira, a diversifica\u00e7\u00e3o da pauta exportadora e a integra\u00e7\u00e3o internacional do pa\u00eds ao com\u00e9rcio global\u2019\u00a0<\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"168.40345768881\">\n<div class=\"post_image\"><span class=\"image_fonte\">aleksandarlittlewolf\/Freepik<\/span><picture><source media=\"(max-width: 799px)\" srcset=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2025\/09\/214-310x207.jpg\"><source media=\"(min-width: 800px)\" srcset=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2025\/09\/214-675x450.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive type:primaryImage\" src=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2025\/09\/214-675x450.jpg\" alt=\"Oper\u00e1rio de f\u00e1brica vestindo uniforme e capacete operando m\u00e1quina industrial com joystick de bot\u00e3o na sala de produ\u00e7\u00e3o\" id=\"zoom-img\"><br \/>\n                                        <\/source><\/source><\/picture><span class=\"image_credits\">entidade industrial brasileira avalia a formaliza\u00e7\u00e3o do acordo \u00e9 uma virada estrat\u00e9gica para a ind\u00fastria brasileira<br \/><\/span><\/div>\n<p><?xml encoding=\"UTF-8\"???><\/p>\n<p>A <strong><a href=\"http:\/\/jovempan.com.br\/tag\/cni\">Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI)<\/a><\/strong> apresentou um levantamento que aponta que o acordo comercial entre <strong><a href=\"http:\/\/jovempan.com.br\/tag\/mercosul\">Mercosul<\/a> <\/strong>e <strong><a href=\"http:\/\/jovempan.com.br\/tag\/ue\">Uni\u00e3o Europeia (UE)<\/a><\/strong>, quando entrar em vigor, vai aumentar de 8% para 36% o acesso brasileiro ao mercado de importa\u00e7\u00f5es mundiais de bens. Isso porque a Uni\u00e3o Europeia, sozinha, respondeu por 28% do com\u00e9rcio global em 2024.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise foi divulgada neste s\u00e1bado (17), ap\u00f3s a assinatura do tratado pelos representantes do bloco europeu e dos pa\u00edses integrantes do Mercosul, em cerim\u00f4nia em Assun\u00e7\u00e3o, no Paraguai. A entidade industrial brasileira avalia a formaliza\u00e7\u00e3o do acordo \u00e9 uma virada estrat\u00e9gica para a ind\u00fastria brasileira.<\/p>\n<p>O levantamento indica tamb\u00e9m que 54,3% dos produtos negociados, que correspondem a mais de cinco mil itens, ter\u00e3o imposto zerado na Uni\u00e3o Europeia assim que o acordo Mercosul-UE entrar em vigor. J\u00e1 do lado do Mercosul, o Brasil ter\u00e1 prazos mais longos, entre 10 e 15 anos, para reduzir tarifas de 44,1% dos produtos (4,4 mil itens), assegurando uma transi\u00e7\u00e3o gradual e previs\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cCom base nos dados de 2024, 82,7% das exporta\u00e7\u00f5es do Brasil para a UE passar\u00e3o a ingressar no bloco sem tarifa de importa\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio da vig\u00eancia. Por outro lado, o Brasil se comprometeu a zerar imediatamente tarifas de apenas 15,1% das importa\u00e7\u00f5es com origem na Uni\u00e3o Europeia, refor\u00e7ando a diferen\u00e7a favor\u00e1vel ao pa\u00eds\u201d, avalia a CNI.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a assinatura, o texto ainda ser\u00e1 submetido \u00e0 ratifica\u00e7\u00e3o do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada pa\u00eds integrante do Mercosul. A entrada em vigor da parte comercial do acordo depende da aprova\u00e7\u00e3o legislativa, com previs\u00e3o de implementa\u00e7\u00e3o gradual ao longo dos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a an\u00e1lise da entidade, o Brasil ter\u00e1, em m\u00e9dia, oito anos adicionais para se adaptar \u00e0 redu\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria, se comparado ao prazo do bloco europeu e considerando o com\u00e9rcio bilateral e o cronograma previsto no Acordo Mercosul-UE.<\/p>\n<p>\u201cA assinatura do acordo \u00e9 um marco hist\u00f3rico para o fortalecimento da ind\u00fastria brasileira, a diversifica\u00e7\u00e3o da pauta exportadora e a integra\u00e7\u00e3o internacional do pa\u00eds ao com\u00e9rcio global\u201d, diz a CNI.<\/p>\n<p>\u201cEm negocia\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de 25 anos, trata-se do tratado mais moderno e abrangente j\u00e1 negociado pelo Mercosul e vai al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o de tarifas ao incorporar disciplinas que aumentam a previsibilidade regulat\u00f3ria, reduzem custos e criam um ambiente mais favor\u00e1vel aos investimentos, \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de empregos\u201d, avalia a entidade.<\/p>\n<h3><strong>Gera\u00e7\u00e3o de empregos<\/strong><\/h3>\n<p>Em 2024, segundo a CNI, a cada R$ 1 bilh\u00e3o exportado do Brasil \u00e0 UE foram criados 21,8 mil empregos e movimentados R$ 441,7 milh\u00f5es em massa salarial e R$ 3,2 bilh\u00f5es em produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao setor agroindustrial, o acordo tamb\u00e9m traz resultados positivos, uma vez que cotas negociadas favorecem setores-chave e, no caso da carne bovina, s\u00e3o mais do que o dobro das concedidas pela Uni\u00e3o Europeia a parceiros como o Canad\u00e1 e mais de quatro vezes superiores \u00e0s destinadas ao M\u00e9xico. As cotas de arroz superam o volume atualmente exportado pelo Brasil ao bloco, ampliando o potencial de acesso ao mercado europeu.<\/p>\n<h3><strong>Coopera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica<\/strong><\/h3>\n<p>A assinatura do tratado cria ainda um ambiente favor\u00e1vel para ampliar projetos pesquisa e desenvolvimento voltados \u00e0 sustentabilidade e \u00e0 inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, aponta a CNI.<\/p>\n<p>\u201cAs novas exig\u00eancias regulat\u00f3rias e de mercado impulsionam oportunidades em tecnologias de descarboniza\u00e7\u00e3o industrial \u2013 como captura, uso e armazenamento de carbono, uso e mineraliza\u00e7\u00e3o de CO\u2082, eletrifica\u00e7\u00e3o com hidrog\u00eanio de baixa emiss\u00e3o, motores h\u00edbrido-flex e reciclagem de baterias e minerais cr\u00edticos \u2013, e no desenvolvimento de bioinsumos para uma agricultura mais resiliente. A articula\u00e7\u00e3o dessas frentes fortalece a coopera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, acelera a transi\u00e7\u00e3o para uma economia de baixo carbono e amplia a competitividade do Brasil no mercado europeu\u201d, aponta a entidade.<\/p>\n<p>Em 2024, a Uni\u00e3o Europeia foi destino de US$ 48,2 bilh\u00f5es das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, o equivalente a 14,3% do total exportado pelo pa\u00eds, e permanece como o segundo principal mercado externo do Brasil, atr\u00e1s da China. No mesmo per\u00edodo, o bloco respondeu por US$ 47,2 bilh\u00f5es das importa\u00e7\u00f5es brasileiras, 17,9% do total.<\/p>\n<p>A quase totalidade (98,4%) das importa\u00e7\u00f5es brasileiras provenientes da Europa corresponderam a produtos da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, enquanto 46,3% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras \u00e0 UE foram de bens industriais. Considerando os insumos industriais, a participa\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio em 2024 foi de 56,6% das importa\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias do bloco e de 34,2% das exporta\u00e7\u00f5es do Brasil para a Uni\u00e3o Europeia, segundo a CNI.<\/p>\n<p>\u201cEssa complementaridade contribui para a moderniza\u00e7\u00e3o do parque industrial brasileiro aumentando a competitividade da ind\u00fastria. A UE tamb\u00e9m \u00e9 destaque como o principal investidor no Brasil. Em 2023, o bloco respondeu por 31,6% do estoque de investimento produtivo estrangeiro no pa\u00eds, somando US$ 321,4 bilh\u00f5es. O Brasil foi o maior investidor latino-americano na Uni\u00e3o Europeia: o bloco foi destino de 63,9% dos investimentos brasileiros no exterior\u201d.<\/p>\n<p>*Com Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#xfbml=1\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/jovempan.com.br\/noticias\/economia\/brasil-acessara-36-do-comercio-global-com-acordo-ue-mercosul-afirma-cni.html\">Fonte: Jovem Pan <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria avalia que a assinatura do acordo \u00e9 um \u2018marco hist\u00f3rico para o fortalecimento da ind\u00fastria brasileira, a diversifica\u00e7\u00e3o da pauta exportadora e a integra\u00e7\u00e3o internacional do pa\u00eds ao com\u00e9rcio global\u2019\u00a0 aleksandarlittlewolf\/Freepik entidade industrial brasileira avalia a formaliza\u00e7\u00e3o do acordo \u00e9 uma virada estrat\u00e9gica para a ind\u00fastria brasileira A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":878,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2025\/09\/214.jpg","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":{"0":"post-877","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/877","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=877"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/877\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/878"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}