{"id":3491,"date":"2026-06-18T08:46:33","date_gmt":"2026-06-18T08:46:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/06\/18\/como-o-mercado-vai-encarar-a-decisao-do-copom-nesta-quinta-feira\/"},"modified":"2026-06-18T08:46:33","modified_gmt":"2026-06-18T08:46:33","slug":"como-o-mercado-vai-encarar-a-decisao-do-copom-nesta-quinta-feira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/06\/18\/como-o-mercado-vai-encarar-a-decisao-do-copom-nesta-quinta-feira\/","title":{"rendered":"Como o mercado vai encarar a decis\u00e3o do Copom nesta quinta-feira?"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"\">\n<p>O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central anunciou a decis\u00e3o do esperado corte de 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (17). Mais uma vez, mesmo com o ajuste j\u00e1 precificado, a comunica\u00e7\u00e3o e a possibilidade de novos cortes no segundo semestre devem ser foco do mercado nesta quinta-feira, segundo analistas. <\/p>\n<p>O comunicado do ressalta que \u201cos riscos para a infla\u00e7\u00e3o, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual\u201d, indicando um ambiente macroecon\u00f4mico marcado por elevada incerteza e m\u00faltiplos vetores de press\u00e3o sobre os pre\u00e7os. <\/p>\n<p>No campo altista, o documento destaca, entre outros fatores, \u201cuma desancoragem das expectativas de infla\u00e7\u00e3o por per\u00edodo mais prolongado\u201d, sobretudo quando horizontes mais longos passam a incorporar efeitos de segunda ordem de choques de oferta, como aqueles relacionados ao petr\u00f3leo e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. <\/p>\n<div class=\"cta-middle\">\n<div class=\"im-cta\">\n<div class=\"max-w-2xl mx-auto space-y-4 px-6 xl:px-0 my-10\">\n<section class=\"border-8 border-blue-50 rounded-lg pb-6\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" class=\"w-full h-full object-cover\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Image-2026-04-27T144235.615.jpg?fit=800%2C151&amp;quality=70&amp;strip=all\" alt=\"\">\n\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/section><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>Por outro lado, o Copom tamb\u00e9m elenca fatores que podem contribuir para um cen\u00e1rio desinflacion\u00e1rio, evidenciando o balan\u00e7o assim\u00e9trico de riscos. Entre eles, destaca-se \u201cuma eventual desacelera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica dom\u00e9stica mais acentuada do que a projetada\u201d, com impactos diretos sobre a din\u00e2mica de pre\u00e7os. <\/p>\n<p>No \u00e2mbito externo, o comunicado aponta para \u201cuma desacelera\u00e7\u00e3o global mais pronunciada decorrente dos choques de com\u00e9rcio e do petr\u00f3leo, e de um cen\u00e1rio de maior incerteza\u201d, al\u00e9m de mencionar \u201cuma redu\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os das commodities com efeitos desinflacion\u00e1rios\u201d. <\/p>\n<p>Para Pedro Galdi, analista do AGF, o posicionamento somado \u00e0 atual conjuntura econ\u00f4mica indica que o Copom devem manter a Selic est\u00e1vel at\u00e9 o fim deste ano. Novas discuss\u00f5es sobre cortes ou at\u00e9 altas ficariam para o pr\u00f3ximo ano, em sua vis\u00e3o. <\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-que-esperar-para-a-bolsa-e-dolar\">O que esperar para a Bolsa e d\u00f3lar?<\/h2>\n<p>Como a decis\u00e3o j\u00e1 era amplamente esperada e os riscos apresentados no comunicado tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidos do mercado, a expectativa de alguns analistas \u00e9 que a rea\u00e7\u00e3o na Bolsa seja neutra. O economista Carlos Lopes, do Banco BV, sugere que a bolsa brasileira deve acompanhar as tend\u00eancias internacionais. Mesmo com sugest\u00e3o de juros menores no curto prazo, a aus\u00eancia de sinaliza\u00e7\u00e3o explicita de pausa e a a manuten\u00e7\u00e3o de press\u00e3o na curva de juros mais longa deve equilibrar tend\u00eancias e deixar o Ibovespa no zero a zero, segundo Lopes. <\/p>\n<p>Para Alexandre Pletes, head de Renda Vari\u00e1vel da Faz Capital, a decis\u00e3o do Copom ocorreu em um contexto de maior tens\u00e3o nos mercados ap\u00f3s o posicionamento do Federal Reserve, que manteve os juros, mas sinalizou postura mais dura. <\/p>\n<p>\u201cA decis\u00e3o do Copom veio logo ap\u00f3s o an\u00fancio do Federal Reserve, que manteve os juros, mas adotou um tom mais duro ao indicar que ainda n\u00e3o descarta uma alta neste ano e que a infla\u00e7\u00e3o pode permanecer elevada por mais tempo\u201d, afirma. <\/p>\n<div data-ds-component=\"ad\" data-ad-type=\"RETANGULO_BF\" class=\"max-w-2xl [&amp;_iframe]:mx-auto z-0 bg-wl-neutral-50 text-xs leading-4 py-4 px-14 text-center text-wl-neutral-500 mx-auto mb-6 xl:px-0 justify-center min-h-[320px]\">\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>Esse ambiente contribuiu diretamente para a eleva\u00e7\u00e3o da avers\u00e3o ao risco global, com press\u00e3o sobre a Bolsa, o d\u00f3lar e as bolsas americanas. Ainda assim, segundo o especialista, a decis\u00e3o do Banco Central brasileiro refor\u00e7a uma vis\u00e3o mais construtiva para o cen\u00e1rio dom\u00e9stico, desde que a infla\u00e7\u00e3o continue convergindo para a meta.<\/p>\n<p>No mesmo sentido, Valdir Piran Jr, CEO da Intra Asset, considera que a decis\u00e3o pode melhorar o humor do mercado e destravar parte de decis\u00f5es de investimento. Ele pondera, no entanto, que empresas e investidores devem manter seletividade porque os fatores dom\u00e9sticos que condicionam os passos futuros do Copom seguem mantidos. A ressalva acontece mesmo considerando redu\u00e7\u00e3o de tens\u00f5es no Oriente M\u00e9dio, que deve acontecer nos pr\u00f3ximos dias com avan\u00e7o do acordo entre EUA-Ir\u00e3. <\/p>\n<p>\u201cO impacto positivo sobre cr\u00e9dito e consumo existe, mas \u00e9 modesto. O foco do mercado agora passa a ser a reuni\u00e3o de agosto e o n\u00edvel terminal da Selic em 2026\u201d, considera Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos.<\/p>\n<div data-ds-component=\"ad\" data-ad-type=\"RETANGULO_BF\" class=\"max-w-2xl [&amp;_iframe]:mx-auto z-0 bg-wl-neutral-50 text-xs leading-4 py-4 px-14 text-center text-wl-neutral-500 mx-auto mb-6 xl:px-0 justify-center min-h-[320px]\">\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<\/p><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-e-o-dolar\">E o d\u00f3lar?<\/h2>\n<p>Segundo Edgar Ara\u00fajo, CEO da Azumi Investimentos,  d\u00f3lar ainda se v\u00ea pressionado, uma vez que a manuten\u00e7\u00e3o dos juros pelo Fed limita o espa\u00e7o do Copom e o investidor global se mant\u00e9m mais conservador. <\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o de Daniele Bresolin Zuchetto, Consultora de Investimentos da Unicred Porto Alegre, sugere um cen\u00e1rio mais equilibrado para o mercado de c\u00e2mbio, em contraste com movimentos mais intensos observados em outros ativos. Segundo a especialista, a manuten\u00e7\u00e3o dos juros nos Estados Unidos at\u00e9 pode contribuir para evitar press\u00f5es adicionais sobre economias emergentes, incluindo o Brasil, ao reduzir o incentivo imediato \u00e0 migra\u00e7\u00e3o de capitais para ativos americanos. Esse fator tende a suavizar a volatilidade no c\u00e2mbio, impedindo movimentos mais abruptos de desvaloriza\u00e7\u00e3o do real no curto prazo.<\/p>\n<p>Por outro lado, a redu\u00e7\u00e3o da taxa Selic no Brasil introduz um elemento de aten\u00e7\u00e3o relevante para os investidores. A diminui\u00e7\u00e3o do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos reduz parte da atratividade do real em estrat\u00e9gias de carry trade, que dependem justamente desse diferencial para gerar retorno. Com isso, a moeda brasileira pode perder parte do fluxo de capital estrangeiro, o que tende a limitar sua valoriza\u00e7\u00e3o e criar espa\u00e7o para um comportamento mais pressionado do c\u00e2mbio, ainda que de forma moderada.<\/p>\n<div data-ds-component=\"ad\" data-ad-type=\"RETANGULO_BF\" class=\"max-w-2xl [&amp;_iframe]:mx-auto z-0 bg-wl-neutral-50 text-xs leading-4 py-4 px-14 text-center text-wl-neutral-500 mx-auto mb-6 xl:px-0 justify-center min-h-[320px]\">\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>Diante desse conjunto de fatores, o cen\u00e1rio mais prov\u00e1vel delineado pela especialista aponta para estabilidade ou leve valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar frente ao real. Ao mesmo tempo, h\u00e1 uma leitura mais construtiva para outros ativos dom\u00e9sticos, especialmente se o Copom indicar continuidade no ciclo de cortes graduais da taxa b\u00e1sica de juros ao longo do segundo semestre. <\/p>\n<p>Nesse contexto, a combina\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica monet\u00e1ria dom\u00e9stica mais estimulativa e aus\u00eancia de choques externos relevantes pode favorecer o desempenho da economia e sustentar uma recupera\u00e7\u00e3o dos mercados locais, mesmo em um ambiente de c\u00e2mbio relativamente est\u00e1vel.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/web-stories\/como-investir-em-acoes\/\" width=\"360\" height=\"600\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>        <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mercados\/como-o-mercado-vai-encarar-a-decisao-do-copom-nesta-quinta-feira\/\">Fonte: Jovem Pan <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central anunciou a decis\u00e3o do esperado corte de 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (17). Mais uma vez, mesmo com o ajuste j\u00e1 precificado, a comunica\u00e7\u00e3o e a possibilidade de novos cortes no segundo semestre devem ser foco do mercado nesta quinta-feira, segundo analistas. O comunicado do ressalta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3492,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ai_generated_summary":"","fifu_image_url":"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/2026-04-23T222149Z_1_LYNXMPEM3M1IN_RTROPTP_4_BRAZIL-ECONOMY-FX.jpg?fit=743%2C530&quality=70&strip=all","fifu_image_alt":"","wpai_meta_description":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3491","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3491","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3491"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3491\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3492"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3491"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3491"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3491"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}