{"id":3431,"date":"2026-06-17T20:28:39","date_gmt":"2026-06-17T20:28:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/06\/17\/industria-preve-alta-de-16-no-frete-e-critica-endurecimento-da-tabela-minima\/"},"modified":"2026-06-17T20:28:39","modified_gmt":"2026-06-17T20:28:39","slug":"industria-preve-alta-de-16-no-frete-e-critica-endurecimento-da-tabela-minima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/06\/17\/industria-preve-alta-de-16-no-frete-e-critica-endurecimento-da-tabela-minima\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria prev\u00ea alta de 16% no frete e critica endurecimento da tabela m\u00ednima"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"\">\n<p>A pol\u00edtica de pisos m\u00ednimos do transporte rodovi\u00e1rio de cargas, criada ap\u00f3s a greve dos caminhoneiros de 2018 para garantir uma remunera\u00e7\u00e3o m\u00ednima ao setor, continua rendendo diverg\u00eancias. De um lado est\u00e1 a ind\u00fastria criticando o aumento dos custos e do outro os transportadores, especialmente os aut\u00f4nomos, que reivindicam os aumentos sob pena de parar os trabalhos.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria argumenta que o tabelamento do frete eleva em m\u00e9dia em 16,4% os custos de transporte das empresas e pode gerar novos impactos caso sejam mantidas as mudan\u00e7as previstas na Medida Provis\u00f3ria 1.343\/2026. Em um levantamento, realizado com mais de 1.500 empresas industriais, a <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/tudo-sobre\/cni\/\">Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) <\/a>mostrou que 94% das companhias que contratam transporte rodovi\u00e1rio identificam efeitos negativos da pol\u00edtica sobre seus custos log\u00edsticos. Para 64% delas, o impacto \u00e9 considerado alto ou muito alto.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros surgem neste momento em que o governo tenta refor\u00e7ar os mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o da tabela do frete e ampliar as penalidades para quem descumprir os valores m\u00ednimos estabelecidos pela Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A proposta est\u00e1 em an\u00e1lise no Congresso Nacional e j\u00e1 provoca rea\u00e7\u00e3o do setor produtivo.<\/p>\n<div class=\"cta-middle\">\n<div class=\"im-cta\">\n<div class=\"max-w-2xl mx-auto space-y-4 px-6 xl:px-0 my-10\">\n<section class=\"border-8 border-blue-50 rounded-lg py-6\">\n<div class=\"px-6\">\n<div class=\"flex gap-4 max-w-md mx-auto\">\n<h2 class=\"text-xs uppercase text-wl-neutral-500\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tOportunidade com seguran\u00e7a!\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/h2>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"my-6\">\n\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" class=\"w-full h-full object-cover\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Image-2026-01-21T141715.569.jpg?fit=900%2C300&amp;quality=70&amp;strip=all\" alt=\"\">\n\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/section><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cO gasto com transporte e log\u00edstica \u00e9 um dos principais componentes do Custo Brasil. Quando interven\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias limitam a livre negocia\u00e7\u00e3o entre embarcadores e transportadores, toda a cadeia produtiva \u00e9 impactada\u201d, afirma o diretor de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da CNI, Roberto Muniz.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-alem-do-frete\">Al\u00e9m do frete<\/h2>\n<p>A discuss\u00e3o, no entanto, vai al\u00e9m dos custos log\u00edsticos. Desde sua cria\u00e7\u00e3o, a tabela m\u00ednima de frete divide especialistas, empres\u00e1rios e transportadores. Os defensores argumentam que a pol\u00edtica trouxe previsibilidade de renda aos caminhoneiros aut\u00f4nomos e ajudou a evitar a deteriora\u00e7\u00e3o das margens do setor em momentos de excesso de oferta de transporte.<\/p>\n<p>J\u00e1 os cr\u00edticos afirmam que o mecanismo interfere na livre negocia\u00e7\u00e3o entre contratantes e transportadores, reduz efici\u00eancia econ\u00f4mica e acaba sendo repassado ao longo da cadeia produtiva.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente esse ponto que aparece na pesquisa da CNI. Segundo o levantamento, oito em cada dez empresas consideram que a metodologia utilizada pela ANTT para calcular os pisos m\u00ednimos est\u00e1 parcialmente ou totalmente desconectada da realidade operacional do transporte rodovi\u00e1rio brasileiro. A percep\u00e7\u00e3o \u00e9 especialmente forte entre empresas de menor porte, que afirmam ter menos capacidade de absorver aumentos de custos log\u00edsticos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/brasil\/inseguranca-aumenta-custos-de-62-das-industrias-e-pressiona-preco-dos-produtos\/\">Leia Mais: Inseguran\u00e7a aumenta custos de 62% das ind\u00fastrias e pressiona pre\u00e7o dos produtos<\/a><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-impacto-entre-pequenos\">Impacto entre pequenos<\/h2>\n<p>A pesquisa mostra que pequenas empresas estimam aumento m\u00e9dio de 19% nos custos de transporte devido ao tabelamento. Entre as m\u00e9dias empresas, o percentual chega a 18%. J\u00e1 as grandes ind\u00fastrias apontam impacto m\u00e9dio de 14%.<\/p>\n<div data-ds-component=\"ad\" data-ad-type=\"RETANGULO_BF\" class=\"max-w-2xl [&amp;_iframe]:mx-auto z-0 bg-wl-neutral-50 text-xs leading-4 py-4 px-14 text-center text-wl-neutral-500 mx-auto mb-6 xl:px-0 justify-center min-h-[320px]\">\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>Regionalmente, Nordeste e Norte aparecem como as \u00e1reas mais afetadas. As empresas nordestinas estimam aumento m\u00e9dio de 20,3% nos custos do frete, enquanto as companhias da Regi\u00e3o Norte apontam eleva\u00e7\u00e3o de 17,2%. Segundo a CNI, a maior depend\u00eancia do transporte rodovi\u00e1rio e as dificuldades de obten\u00e7\u00e3o de frete de retorno ajudam a explicar essa diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Setores com produtos de menor valor agregado tamb\u00e9m relatam impactos mais intensos. Extra\u00e7\u00e3o mineral, fertilizantes, cer\u00e2mica, sal e produtos minerais n\u00e3o met\u00e1licos aparecem entre os segmentos mais pressionados pelos custos de transporte.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria se intensificou com a edi\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria 1.343\/2026. Al\u00e9m de ampliar os mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o do piso m\u00ednimo, a proposta endurece san\u00e7\u00f5es para descumprimento das tabelas e introduz novas obriga\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias.<\/p>\n<div data-ds-component=\"ad\" data-ad-type=\"RETANGULO_BF\" class=\"max-w-2xl [&amp;_iframe]:mx-auto z-0 bg-wl-neutral-50 text-xs leading-4 py-4 px-14 text-center text-wl-neutral-500 mx-auto mb-6 xl:px-0 justify-center min-h-[320px]\">\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>Entre as empresas que conhecem o conte\u00fado da medida, 85% afirmam temer aumento dos custos de transporte. Outros 57% apontam perda de competitividade e 35% mencionam inseguran\u00e7a jur\u00eddica como principal preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro ponto que vem chamando aten\u00e7\u00e3o \u00e9 uma proposta em discuss\u00e3o no Congresso que prev\u00ea piso salarial de R$ 5 mil para motoristas profissionais que atuem em opera\u00e7\u00f5es de longa dist\u00e2ncia, caracterizadas por mais de 24 horas fora da base de origem. Caso a medida avance, especialistas avaliam que o custo poder\u00e1 ser incorporado aos contratos de transporte e repassado ao valor final dos fretes.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-quem-paga-a-conta\">Quem paga a conta?<\/h2>\n<p>A grande quest\u00e3o econ\u00f4mica por tr\u00e1s da disputa \u00e9 justamente quem absorve esses custos. Na avalia\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, o aumento do frete tende a ser repassado aos pre\u00e7os dos produtos, pressionando consumidores e reduzindo a competitividade das empresas brasileiras.<\/p>\n<div data-ds-component=\"ad\" data-ad-type=\"RETANGULO_BF\" class=\"max-w-2xl [&amp;_iframe]:mx-auto z-0 bg-wl-neutral-50 text-xs leading-4 py-4 px-14 text-center text-wl-neutral-500 mx-auto mb-6 xl:px-0 justify-center min-h-[320px]\">\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>J\u00e1 representantes dos transportadores argumentam que o piso m\u00ednimo n\u00e3o cria custos artificiais, mas apenas evita a contrata\u00e7\u00e3o de fretes abaixo do valor necess\u00e1rio para cobrir despesas operacionais dos caminhoneiros.<\/p>\n<p>A controv\u00e9rsia continua aberta e dever\u00e1 ganhar novos cap\u00edtulos no Congresso e no Supremo Tribunal Federal. A pr\u00f3pria constitucionalidade da pol\u00edtica de pisos m\u00ednimos segue sendo discutida na A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade 5.964, proposta pela CNI, que questiona a validade da legisla\u00e7\u00e3o criada ap\u00f3s a paralisa\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros.<\/p>\n<p>Em entrevista recente, o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Transportadores Aut\u00f4nomos (CNTA) declarou que o boicote \u00e0 medida provis\u00f3ria visa atingir diretamente transportadores aut\u00f4nomos, que representam 62% do transporte rodovi\u00e1rio de cargas no Pa\u00eds. Por isso, eles j\u00e1 se mobilizam para parar os trabalhos, se o texto n\u00e3o virar lei.\u00a0<\/p>\n<div data-ds-component=\"ad\" data-ad-type=\"RETANGULO_BF\" class=\"max-w-2xl [&amp;_iframe]:mx-auto z-0 bg-wl-neutral-50 text-xs leading-4 py-4 px-14 text-center text-wl-neutral-500 mx-auto mb-6 xl:px-0 justify-center min-h-[320px]\">\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>Enquanto o impasse permanece sem solu\u00e7\u00e3o definitiva, a disputa em torno do frete continua refletindo um dilema recorrente da economia brasileira de como equilibrar prote\u00e7\u00e3o a setores estrat\u00e9gicos sem ampliar ainda mais o \u201cCusto Brasil\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/web-stories\/eleicoes-2026-seu-dinheiro\/\" width=\"360\" height=\"600\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>        <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/brasil\/industria-preve-alta-de-16-no-frete-e-critica-endurecimento-da-tabela-minima\/\">Fonte: Jovem Pan <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pol\u00edtica de pisos m\u00ednimos do transporte rodovi\u00e1rio de cargas, criada ap\u00f3s a greve dos caminhoneiros de 2018 para garantir uma remunera\u00e7\u00e3o m\u00ednima ao setor, continua rendendo diverg\u00eancias. 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