{"id":3025,"date":"2026-06-15T17:17:02","date_gmt":"2026-06-15T17:17:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/06\/15\/acordo-eua-ira-derruba-petroleo-mas-alivio-na-inflacao-exige-cautela\/"},"modified":"2026-06-15T17:17:02","modified_gmt":"2026-06-15T17:17:02","slug":"acordo-eua-ira-derruba-petroleo-mas-alivio-na-inflacao-exige-cautela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/06\/15\/acordo-eua-ira-derruba-petroleo-mas-alivio-na-inflacao-exige-cautela\/","title":{"rendered":"Acordo EUA-Ir\u00e3 derruba petr\u00f3leo, mas al\u00edvio na infla\u00e7\u00e3o exige cautela"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"\">\n<p>A sinaliza\u00e7\u00e3o de um acordo entre os Estados Unidos e o Ir\u00e3 para encerrar o conflito no Oriente M\u00e9dio trouxe al\u00edvio aos mercados globais e provocou um <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mundo\/retomada-do-fluxo-em-ormuz-deve-ser-gradual-e-levar-semanas-dizem-analistas\/\">recuo recente nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo<\/a>. A resolu\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica diminuiu as tens\u00f5es na regi\u00e3o e abriu caminho para a normaliza\u00e7\u00e3o do fluxo comercial de energia no Estreito de Ormuz. No entanto, especialistas avaliam que o impacto dessa tr\u00e9gua na infla\u00e7\u00e3o e na trajet\u00f3ria dos juros globais e brasileiros esbarra em desafios macroecon\u00f4micos persistentes.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Saiba mais:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mundo\/tudo-sobre-o-acordo-dos-eua-com-o-ira-o-que-se-sabe-e-o-que-falta-definir\/\">Tudo sobre o acordo dos EUA com o Ir\u00e3: o que se sabe e o que falta definir<\/a><\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-reposicao-de-estoques-deve-pressionar-precos\">Reposi\u00e7\u00e3o de estoques deve pressionar pre\u00e7os<\/h2>\n<p>No cen\u00e1rio internacional, o otimismo com a abertura do Estreito de Ormuz para o tr\u00e1fego de navios tem impacto direto nas proje\u00e7\u00f5es de custos. Segundo Shinichiro Fukui, gestor de investimentos e s\u00f3cio da Stratton Capital, a retomada do fluxo normal de tanques petrol\u00edferos diminui o impacto nos pre\u00e7os da commodity e reduz a press\u00e3o inflacion\u00e1ria global.\u00a0<\/p>\n<div class=\"cta-middle\">\n<div class=\"im-cta\">\n<div class=\"max-w-2xl mx-auto space-y-4 px-6 xl:px-0 my-10\">\n<section class=\"border-8 border-blue-50 rounded-lg pb-6\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" class=\"w-full h-full object-cover\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/CIA-com-texto-900x300-1.png?fit=900%2C300&amp;quality=70&amp;strip=all\" alt=\"\">\n\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/section><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>Contudo, Fukui alerta que a infla\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos e no mundo ainda sofrer\u00e1 press\u00f5es nos pr\u00f3ximos meses, reflexo do aumento do petr\u00f3leo nos \u00faltimos dois meses durante a guerra. Ele explica que pa\u00edses como China, Jap\u00e3o, Coreia e na\u00e7\u00f5es europeias utilizaram suas reservas estrat\u00e9gicas de petr\u00f3leo durante o conflito e, obrigatoriamente, precisar\u00e3o rep\u00f4-las.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mundo\/retomada-do-fluxo-em-ormuz-deve-ser-gradual-e-levar-semanas-dizem-analistas\/\">Retomada do fluxo em Ormuz deve ser gradual e levar semanas, dizem analistas<\/a><\/p>\n<p>Al\u00e9m dessa recomposi\u00e7\u00e3o estrutural, a guerra evidenciou a vulnerabilidade das cadeias de suprimento globais. Segundo Fukui, economias menores e pa\u00edses importadores devem mudar sua din\u00e2mica de seguran\u00e7a energ\u00e9tica e, assim como acumulam d\u00f3lares e ouro, devem passar a formar reservas pr\u00f3prias de petr\u00f3leo.\u00a0<\/p>\n<p>Isso deve gerar uma \u201cdemanda extra futura\u201d que manter\u00e1 os pre\u00e7os pressionados. \u201cEsse impacto na infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem como evitar. Voc\u00ea vai ter uma onda de infla\u00e7\u00e3o forte agora nos pr\u00f3ximos meses, mas depois ele tende a retornar ao normal\u201d, afirma Fukui.\u00a0<\/p>\n<p>Diante desse novo xadrez de suprimento e demanda, o gestor avalia que \u00e9 muito dif\u00edcil que o barril retorne ao patamar de US$ 60 observado antes da guerra.\u00a0<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-juros-dos-eua-em-pausa\">Juros dos EUA em pausa<\/h2>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o das tens\u00f5es tamb\u00e9m alivia a press\u00e3o sobre o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Segundo Fukui, o mercado chegou a precificar at\u00e9 dois aumentos na taxa de juros norte-americana devido \u00e0 guerra, mas o arrefecimento do conflito abre espa\u00e7o para a manuten\u00e7\u00e3o no patamar atual.\u00a0<\/p>\n<div data-ds-component=\"ad\" data-ad-type=\"RETANGULO_BF\" class=\"max-w-2xl [&amp;_iframe]:mx-auto z-0 bg-wl-neutral-50 text-xs leading-4 py-4 px-14 text-center text-wl-neutral-500 mx-auto mb-6 xl:px-0 justify-center min-h-[320px]\">\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>Esse al\u00edvio se soma \u00e0 mudan\u00e7a de presid\u00eancia do Fed, que na pr\u00f3xima reuni\u00e3o, marcada para esta ter\u00e7a e quarta-feiras (16 e 17), ser\u00e1 liderada pela primeira vez pelo novo presidente Kevin Warsh, um cr\u00edtico sobre as decis\u00f5es de juros baseadas na infla\u00e7\u00e3o do passado.<\/p>\n<p>Fukui destaca que a economia dos EUA segue impulsionada pelo superciclo de investimentos em Intelig\u00eancia Artificial, que tem garantido forte consumo discricion\u00e1rio por parte de uma parcela da popula\u00e7\u00e3o de alto poder aquisitivo e absorvido cortes de vagas das gigantes de tecnologia, mesmo com sinais de alto endividamento do consumidor m\u00e9dio. Todo este cen\u00e1rio dever\u00e1 ser avaliado pelo comit\u00ea para decidir os juros americanos.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-impacto-no-brasil\">O impacto no Brasil<\/h2>\n<p>Embora o recuo do petr\u00f3leo no mercado internacional seja favor\u00e1vel em escala global, seus efeitos de al\u00edvio no Brasil s\u00e3o limitados pelas din\u00e2micas internas de mercado. Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, explica que o Brasil n\u00e3o tem um repasse autom\u00e1tico das varia\u00e7\u00f5es globais para as bombas devido \u00e0 pol\u00edtica de pre\u00e7os individual da Petrobras.\u00a0<\/p>\n<div data-ds-component=\"ad\" data-ad-type=\"RETANGULO_BF\" class=\"max-w-2xl [&amp;_iframe]:mx-auto z-0 bg-wl-neutral-50 text-xs leading-4 py-4 px-14 text-center text-wl-neutral-500 mx-auto mb-6 xl:px-0 justify-center min-h-[320px]\">\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mercados\/acordo-de-paz-entre-eua-e-ira-qual-o-impacto-na-petrobras-e-no-mercado-brasileiro-analise-xp\/\">Acordo de paz entre EUA e Ir\u00e3: qual o impacto na Petrobras e no mercado brasileiro?<\/a><\/p>\n<p>Para Saravalle, as expectativas de infla\u00e7\u00e3o para o ano de 2026 \u2013 atualmente na casa de 5,20% a 5,30% \u2013 j\u00e1 contemplavam um cen\u00e1rio com o barril do petr\u00f3leo variando entre US$ 85 e US$ 90.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cCaso a gente tenha ao longo dos pr\u00f3ximos dias um petr\u00f3leo caminhando para baixo de 80 d\u00f3lares, a gente poderia revisar nossas expectativas de infla\u00e7\u00e3o para baixo de 5%\u201d, projeta o estrategista.<\/p>\n<div data-ds-component=\"ad\" data-ad-type=\"RETANGULO_BF\" class=\"max-w-2xl [&amp;_iframe]:mx-auto z-0 bg-wl-neutral-50 text-xs leading-4 py-4 px-14 text-center text-wl-neutral-500 mx-auto mb-6 xl:px-0 justify-center min-h-[320px]\">\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>Ainda assim, a infla\u00e7\u00e3o ficaria acima do teto da meta estipulada pelo Banco Central. Ele afirma que, para atingir um quadro mais benigno de forma estrutural, as cota\u00e7\u00f5es do petr\u00f3leo teriam que recuar para n\u00edveis pr\u00f3ximos a US$ 75, um cen\u00e1rio poss\u00edvel, \u201cmas ainda pouco prov\u00e1vel\u201d no curto prazo.\u00a0<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/web-stories\/aprenda-a-controlar-suas-financas-com-planner-gratuito\/\" width=\"360\" height=\"600\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>        <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/economia\/acordo-eua-ira-preco-petroleo-inflacao\/\">Fonte: Jovem Pan <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sinaliza\u00e7\u00e3o de um acordo entre os Estados Unidos e o Ir\u00e3 para encerrar o conflito no Oriente M\u00e9dio trouxe al\u00edvio aos mercados globais e provocou um recuo recente nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo. A resolu\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica diminuiu as tens\u00f5es na regi\u00e3o e abriu caminho para a normaliza\u00e7\u00e3o do fluxo comercial de energia no Estreito de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3026,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ai_generated_summary":"","fifu_image_url":"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/NIGHTMARE-SCENARIO-LOOMS-AS-GLOBAL-MARKETS-HEAD-FOR-THE-BIGGEST-OIL-OUTPUT-DISRUPTION-IN-HISTORY-TOP-ENERGY-GURU-WARNS.jpg?quality=70","fifu_image_alt":"","wpai_meta_description":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3025","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3025","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3025"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3025\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3026"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3025"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3025"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3025"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}