{"id":2581,"date":"2026-06-12T15:21:46","date_gmt":"2026-06-12T15:21:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/06\/12\/fluxo-estrangeiro-negativo-domina-b3-e-jpmorgan-ve-pouco-alivio-no-curto-prazo\/"},"modified":"2026-06-12T15:21:46","modified_gmt":"2026-06-12T15:21:46","slug":"fluxo-estrangeiro-negativo-domina-b3-e-jpmorgan-ve-pouco-alivio-no-curto-prazo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/06\/12\/fluxo-estrangeiro-negativo-domina-b3-e-jpmorgan-ve-pouco-alivio-no-curto-prazo\/","title":{"rendered":"Fluxo estrangeiro negativo domina B3 \u2013 e JPMorgan v\u00ea pouco al\u00edvio no curto prazo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"\">\n<p>A Bolsa brasileira voltou a sofrer com a retirada de capital estrangeiro e registrou, em maio, o pior fluxo mensal desde 2022, segundo relat\u00f3rio do JPMorgan. De acordo com o banco, os investidores externos sacaram<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mercados\/estrangeiros-tiram-r-149-bilhoes-da-b3-em-maio-em-maior-saida-mensal-desde-2022\/\"> R$ 14,9 bilh\u00f5es do mercado secund\u00e1rio no m\u00eas, <\/a>movimento que continuou em junho, com sa\u00edda adicional de US$ 1,8 bilh\u00e3o at\u00e9 o dia 8.<\/p>\n<p>O banco destaca que, desde 15 de abril, houve resgates em praticamente todos os preg\u00f5es, com exce\u00e7\u00e3o de apenas tr\u00eas sess\u00f5es \u2014 uma sequ\u00eancia negativa rara, vista antes de forma mais marcante apenas em 2008. Desde meados de abril, as retiradas j\u00e1 equivalem a cerca de 50% de toda a entrada l\u00edquida observada no ano.<\/p>\n<p>Ainda assim, o saldo acumulado de 2026 segue positivo. At\u00e9 o in\u00edcio de junho, o fluxo estrangeiro para a\u00e7\u00f5es brasileiras somava R$ 34,2 bilh\u00f5es, ou US$ 6,6 bilh\u00f5es, o segundo melhor desempenho da s\u00e9rie hist\u00f3rica para o per\u00edodo, segundo o JPMorgan. A revers\u00e3o recente, por\u00e9m, levanta d\u00favidas sobre a sustentabilidade desse resultado.<\/p>\n<div class=\"cta-middle\">\n<div class=\"im-cta\">\n<div class=\"max-w-2xl mx-auto space-y-4 px-6 xl:px-0 my-10\">\n<section class=\"border-8 border-blue-50 rounded-lg pb-6\">\n<div>\n\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" class=\"w-full h-full object-cover\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Image-2026-04-27T144235.615.jpg?fit=800%2C151&amp;quality=70&amp;strip=all\" alt=\"\">\n\t\t\t\t\t<\/div>\n<\/section><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do banco, a piora no fluxo reflete uma combina\u00e7\u00e3o de fatores externos e dom\u00e9sticos. No cen\u00e1rio global, o fim da fraqueza do d\u00f3lar e a alta dos rendimentos dos Treasuries reduziram o apetite por ativos de risco. <\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o retorno da chamada \u201ctrade de IA e tecnologia\u201d voltou a concentrar recursos em mercados mais expostos ao setor, como Estados Unidos, Coreia do Sul e Taiwan, em detrimento de bolsas ligadas a commodities e mais dependentes do ciclo externo, como a brasileira.<\/p>\n<p>No front dom\u00e9stico, o JPMorgan v\u00ea um ambiente menos favor\u00e1vel para os ativos locais diante da perspectiva de um ciclo de cortes de juros mais limitado e da manuten\u00e7\u00e3o de taxas elevadas por mais tempo. <\/p>\n<p>O banco tamb\u00e9m cita o avan\u00e7o do calend\u00e1rio eleitoral como um fator de cautela. Segundo o relat\u00f3rio, pesquisas recentes mostrando o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva \u00e0 frente de Fl\u00e1vio Bolsonaro em um eventual segundo turno funcionam como obst\u00e1culo adicional para uma recupera\u00e7\u00e3o mais consistente dos pre\u00e7os dos ativos.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico do banco \u00e9 que, por ora,<strong> tem sido dif\u00edcil encontrar um catalisador claro para uma retomada do mercado brasileiro<\/strong>. Entre os poucos poss\u00edveis al\u00edvios, o JPMorgan menciona o eventual aumento do apetite global por risco com o fim da guerra no Ir\u00e3 e uma poss\u00edvel rodada de est\u00edmulos na China, que poderia beneficiar segmentos emergentes fora do universo de tecnologia. <\/p>\n<p>Ainda assim, a institui\u00e7\u00e3o pondera que, historicamente, o Brasil costuma ter desempenho mais fraco em per\u00edodos eleitorais \u2014 padr\u00e3o observado nas \u00faltimas seis elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div data-ds-component=\"ad\" data-ad-type=\"RETANGULO_BF\" class=\"max-w-2xl [&amp;_iframe]:mx-auto z-0 bg-wl-neutral-50 text-xs leading-4 py-4 px-14 text-center text-wl-neutral-500 mx-auto mb-6 xl:px-0 justify-center min-h-[320px]\">\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>No mercado local de fundos, o comportamento dos investidores seguiu desigual. A ind\u00fastria de fundos como um todo captou R$ 10,3 bilh\u00f5es em maio, revertendo a sa\u00edda registrada no m\u00eas anterior. O principal motor dessa recupera\u00e7\u00e3o foram os fundos de renda fixa, que tiveram ingresso l\u00edquido de R$ 10 bilh\u00f5es no m\u00eas e acumulam capta\u00e7\u00e3o de R$ 120,3 bilh\u00f5es no ano.<\/p>\n<p>J\u00e1 os fundos dedicados a a\u00e7\u00f5es continuam sob press\u00e3o. Em maio, o segmento registrou resgate de R$ 150 milh\u00f5es, levando a sa\u00edda acumulada em 2026 para R$ 5,6 bilh\u00f5es. A aloca\u00e7\u00e3o em a\u00e7\u00f5es dentro do patrim\u00f4nio total da ind\u00fastria caiu para 7,95%, n\u00edvel praticamente est\u00e1vel desde o segundo semestre de 2025, mas ainda bem abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica de 11%.<\/p>\n<p>Os multimercados tamb\u00e9m mostraram fraqueza. Em maio, esses fundos tiveram sa\u00edda l\u00edquida de R$ 6,4 bilh\u00f5es, aprofundando a tend\u00eancia de resgates iniciada em fevereiro. Mesmo assim, no acumulado do ano, o saldo ainda permanece positivo em R$ 1,4 bilh\u00e3o.<\/p>\n<div data-ds-component=\"ad\" data-ad-type=\"RETANGULO_BF\" class=\"max-w-2xl [&amp;_iframe]:mx-auto z-0 bg-wl-neutral-50 text-xs leading-4 py-4 px-14 text-center text-wl-neutral-500 mx-auto mb-6 xl:px-0 justify-center min-h-[320px]\">\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>Para o JPMorgan, o pano de fundo continua desafiador para a Bolsa brasileira. Embora as a\u00e7\u00f5es negociem a m\u00faltiplos considerados baratos e o posicionamento dos investidores esteja leve, o banco avalia que esses fatores, sozinhos, n\u00e3o t\u00eam sido suficientes para reverter a deteriora\u00e7\u00e3o recente dos fluxos. A leitura \u00e9 de que, sem melhora relevante do ambiente global ou mudan\u00e7a na percep\u00e7\u00e3o sobre o cen\u00e1rio pol\u00edtico dom\u00e9stico, o mercado brasileiro deve seguir enfrentando dificuldade para atrair capital de forma mais consistente.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/web-stories\/como-investir-em-acoes\/\" width=\"360\" height=\"600\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>        <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mercados\/fluxo-estrangeiro-negativo-domina-b3-e-jpmorgan-ve-pouco-alivio-no-curto-prazo\/\">Fonte: Jovem Pan <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Bolsa brasileira voltou a sofrer com a retirada de capital estrangeiro e registrou, em maio, o pior fluxo mensal desde 2022, segundo relat\u00f3rio do JPMorgan. 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