{"id":253,"date":"2026-01-02T07:11:42","date_gmt":"2026-01-02T07:11:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/01\/02\/governo-federal-mapeia-mercados-para-redirecionar-produtos-agropecuarios-afetados-por-tarifaco-de-trump\/"},"modified":"2026-01-02T07:16:31","modified_gmt":"2026-01-02T07:16:31","slug":"governo-federal-mapeia-mercados-para-redirecionar-produtos-agropecuarios-afetados-por-tarifaco-de-trump","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/01\/02\/governo-federal-mapeia-mercados-para-redirecionar-produtos-agropecuarios-afetados-por-tarifaco-de-trump\/","title":{"rendered":"Governo federal mapeia mercados para redirecionar produtos agropecu\u00e1rios afetados por tarifa\u00e7o de Trump"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>Minist\u00e9rios da Agricultura, Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e Desenvolvimento avaliam a expans\u00e3o de destinos internacionais e o aumento do fluxo comercial para pa\u00edses que j\u00e1 importam produtos brasileiros<\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"154.83551597695\">\n<div class=\"post_image\"><span class=\"image_fonte\">Ricardo Stuckert\/PR\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><picture><source media=\"(max-width: 799px)\" srcset=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2023\/06\/52626855843_2f37fe4c77_k-309x207.jpg\"><source media=\"(min-width: 800px)\" srcset=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2023\/06\/52626855843_2f37fe4c77_k-673x450.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive type:primaryImage\" src=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2023\/06\/52626855843_2f37fe4c77_k-673x450.jpg\" alt=\"Presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, durante posse de Mauro Vieira como Ministro de Estado das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores.\" id=\"zoom-img\"\/><br \/>\n                                        <\/source><\/source><\/picture><span class=\"image_credits\">Presidente Lula e Mauro Vieira, ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores<br \/><\/span><\/div>\n<p><?xml encoding=\"UTF-8\"???><\/p>\n<p>O governo federal mapeia mercados para o redirecionamento de produtos agropecu\u00e1rios que deixar\u00e3o de ser exportados para os<strong><a href=\"http:\/\/jovempan.com.br\/tag\/eua\"> Estados Unidos<\/a><\/strong>, caso a tarifa de 50% entre em vigor em 1\u00ba de agosto. S\u00e3o duas frentes: a abertura de novos mercados e a amplia\u00e7\u00e3o de fluxos comerciais para destinos para os quais os produtos j\u00e1 s\u00e3o exportados, relatam fontes ao Broadcast Agro (sistema de not\u00edcias em tempo real do Grupo Estado). O diagn\u00f3stico de destinos alvos est\u00e1 sendo feito pelo <strong><a href=\"http:\/\/jovempan.com.br\/tag\/ministerio-da-agricultura\">Minist\u00e9rio da Agricultura<\/a><\/strong> juntamente com o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC). O Oriente M\u00e9dio e a \u00c1sia est\u00e3o na mira das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O foco inicial est\u00e1 nos setores mais atingidos pela tarifa de 50% e mais expostos ao mercado norte-americano, caso do suco de laranja, do caf\u00e9, da carne bovina, das frutas e dos pescados, apurou o Broadcast Agro. O governo alinha a estrat\u00e9gia conjuntamente com o setor privado, sobretudo quanto a quais mercados devem ser priorizados nas negocia\u00e7\u00f5es bilaterais. Em outra ponta, adidos agr\u00edcolas que atuam nas embaixadas no exterior foram orientados a procurar importadores para colocar o Pa\u00eds \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o e identificar oportunidades no exterior. Em paralelo, c\u00e2maras de com\u00e9rcio j\u00e1 acionam o governo para apresentar seus pa\u00edses como poss\u00edvel destino para o redirecionamento dos produtos brasileiros, caso dos pa\u00edses \u00e1rabes.<\/p>\n<p>Um raio X inicial apresentado ao setor produtivo pelo Minist\u00e9rio da Agricultura a entidades que representam os exportadores do setor inclui a conclus\u00e3o de tratativas de aberturas de mercado, a habilita\u00e7\u00e3o de frigor\u00edficos e a negocia\u00e7\u00e3o para redu\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria de alguns produtos. \u201cTodas as alternativas est\u00e3o \u00e0 mesa para minimizar o m\u00e1ximo poss\u00edvel os impactos do fluxo comercial afetado com os Estados Unidos. O primeiro passo \u00e9 olhar os setores que ter\u00e3o vendas inviabilizadas aos EUA com a taxa de 50% e realizar busca ativa de oportunidades\u201d, afirma um interlocutor que acompanha as tratativas. No Minist\u00e9rio da Agricultura, h\u00e1 recomenda\u00e7\u00e3o de refor\u00e7ar agendas do ministro com seus pares de outros pa\u00edses para acelerar as conversas com pa\u00edses importadores em alto n\u00edvel e destravar negocia\u00e7\u00f5es em curso.<\/p>\n<p>Entre as possibilidades citadas est\u00e3o a abertura do Jap\u00e3o, da Turquia e da Coreia do Sul para a carne bovina brasileira, tratativas que est\u00e3o em andamento. O processo mais avan\u00e7ado \u00e9 com o Jap\u00e3o, que j\u00e1 fez auditoria no sistema sanit\u00e1rio nacional e deve dar o aval \u00e0 prote\u00edna brasileira em novembro deste ano. Ainda em carne bovina, o Brasil negocia a amplia\u00e7\u00e3o de frigor\u00edficos habilitados a exportar o produto para Indon\u00e9sia, Vietn\u00e3 e M\u00e9xico. H\u00e1 pedido de habilita\u00e7\u00e3o de pelo menos 50 plantas somando os tr\u00eas destinos. O aval depende da autoridade sanit\u00e1ria de cada pa\u00eds importador.<\/p>\n<p>No caso do suco de laranja, uma das negocia\u00e7\u00f5es no pipeline envolve o pedido de redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota cobrada pela China para importa\u00e7\u00e3o do produto brasileiro, que chega l\u00e1 com imposto de 7,5% ou 20%, o que hoje limita os embarques ao Pa\u00eds. A Ar\u00e1bia Saudita tamb\u00e9m \u00e9 citada como um destino para ampliar as vendas externas de suco de laranja. Tamb\u00e9m a China est\u00e1 no centro de inten\u00e7\u00f5es de aberturas para frutas brasileiras, como lima \u00e1cida, e de aumentar o com\u00e9rcio para itens como manga e uva. Com o M\u00e9xico, j\u00e1 h\u00e1 uma negocia\u00e7\u00e3o do governo brasileiro com o governo mexicano para manuten\u00e7\u00e3o de isen\u00e7\u00e3o de al\u00edquota para produtos agropecu\u00e1rios provenientes do Brasil, que termina em 31 de dezembro, e at\u00e9 mesmo a amplia\u00e7\u00e3o do Acordo de Complementa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica n\u00ba 53 (ACE 53). H\u00e1 ainda uma frente para ampliar a promo\u00e7\u00e3o comercial para produtos agropecu\u00e1rios, como o caf\u00e9 na China, que apresenta consumo crescente da bebida brasileira, e tamb\u00e9m do caf\u00e9 brasileiro na Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>Empres\u00e1rios do setor concordam com a estrat\u00e9gia de diversifica\u00e7\u00e3o de mercados proposta pelo Executivo, mas em conversas reservadas com integrantes do governo, exportadores relataram ver efeito limitado das a\u00e7\u00f5es no curto prazo. \u201cS\u00e3o negocia\u00e7\u00f5es longas e, em alguns casos, com pontos t\u00e9cnicos ainda a serem dirimidos\u201d, pontuou um representante dos exportadores.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o externada pelos exportadores \u00e9 em especial com os volumes j\u00e1 produzidos para os Estados Unidos, que est\u00e3o em portos ou em alto-mar ou na ind\u00fastria aguardando distribui\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o no mercado interno para absorver toda essa mercadoria de imediato, o que pode derrubar os pre\u00e7os. Mas para longo prazo fica a li\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia de desconcentrar a pauta exportadora\u201d, observa uma lideran\u00e7a do setor. Exportadores pediram, inclusive, ao vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, um tratamento diferenciado para cargas embarcadas em portos ou j\u00e1 a caminho dos Estados Unidos. O pleito \u00e9 que a aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de 50% considere a data de embarques dos produtos ap\u00f3s 1\u00ba de agosto. A data base seria a emitida na Bill of Landing, documento para o transporte mar\u00edtimo de cargas.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio ministro da Agricultura, Carlos F\u00e1varo, vem refor\u00e7ando publicamente que j\u00e1 foram abertos 397 novos mercados para produtos agropecu\u00e1rios brasileiros na atual gest\u00e3o, desde janeiro de 2023. Ele defende que a pasta seja proativa na intensifica\u00e7\u00e3o de busca de mercados. O ministro tamb\u00e9m j\u00e1 reconheceu publicamente que, apesar da estrat\u00e9gia de buscar novos mercados, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dar vaz\u00e3o a todo o volume que \u00e9 vendido aos Estados Unidos em dez a quinze dias. \u201c\u00c9 determina\u00e7\u00e3o do presidente Lula que este papel de abrir e ampliar mercados seja intensificado, de achar alternativas \u00e0 essa produ\u00e7\u00e3o brasileira\u201d, disse F\u00e1varo a jornalistas recentemente, ap\u00f3s reuni\u00e3o do setor agropecu\u00e1rio no \u00e2mbito do comit\u00ea interministerial que discute as rea\u00e7\u00e3o do governo brasileiro ao tarifa\u00e7o dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o do governo e dos exportadores \u00e9 justificada pelos n\u00fameros da balan\u00e7a comercial. Os Estados Unidos foram o terceiro maior destino dos produtos agropecu\u00e1rios exportados em 2024, com embarques que somaram US$ 12,1 bilh\u00f5es \u2013 posto que foi mantido no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho, as exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio brasileiro aos Estados Unidos somaram US$ 6,63 bilh\u00f5es, 8% do total exportado pelo setor na primeira metade do ano, de acordo com dados do Agrostat \u2013 sistema de estat\u00edsticas de com\u00e9rcio exterior do agroneg\u00f3cio brasileiro, gerido pelo governo federal. Produtos florestais (US$ 1,762 bilh\u00e3o, 26,6%), caf\u00e9 (US$ 1,063 bilh\u00e3o, 19,54%), carnes (US$ 1,063 bilh\u00e3o, 16%) e sucos (US$ 743 milh\u00f5es, 11,21%) lideram a pauta de produtos do agroneg\u00f3cio comercializados ao mercado norte-americano.<\/p>\n<div class=\"cta-model cta-model2\" name=\"model2\">\n<div class=\"cta-container-general\">\n<div class=\"cta-container-model2\" wp_automatic_readability=\"5.4606741573034\">\n<div class=\"container-image-text\" wp_automatic_readability=\"32\">\n<div class=\"container-img\">\n                    <img decoding=\"async\" id=\"cta-image\" editable=\"true\" name=\"Imagem:\" src=\"https:\/\/s.jpimg.com.br\/wp-content\/plugins\/CTA-posts-selector\/assets\/images\/640_3anos-JPNews.jpg\" alt=\"cta_logo_jp\"\/>\n                <\/div>\n<p>\n                    <span id=\"cta-text\" editable=\"true\" name=\"Conte\u00fado:\">Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais not\u00edcias no seu WhatsApp!<\/span>\n                <\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O agroneg\u00f3cio brasileiro pode deixar de exportar US$ 5,8 bilh\u00f5es aos Estados Unidos, caso se concretize a tarifa de 50% anunciada pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros, estima a Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA). AA proje\u00e7\u00e3o da confedera\u00e7\u00e3o considera uma queda de 48% nos embarques de produtos do agroneg\u00f3cio ao mercado norte-americano ante os US$ 12,1 bilh\u00f5es comercializados em 2024.<\/p>\n<p><em>*Com informa\u00e7\u00f5es do Estad\u00e3o Conte\u00fado\u00a0<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#xfbml=1\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/jovempan.com.br\/noticias\/economia\/governo-federal-mapeia-mercados-para-redirecionar-produtos-agropecuarios-afetados-por-tarifaco-de-trump.html\">Fonte <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minist\u00e9rios da Agricultura, Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e Desenvolvimento avaliam a expans\u00e3o de destinos internacionais e o aumento do fluxo comercial para pa\u00edses que j\u00e1 importam produtos brasileiros Ricardo Stuckert\/PR\/Divulga\u00e7\u00e3o Presidente Lula e Mauro Vieira, ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores O governo federal mapeia mercados para o redirecionamento de produtos agropecu\u00e1rios que deixar\u00e3o de ser exportados para os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":254,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2023\/06\/52626855843_2f37fe4c77_k.jpg","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[20],"tags":[],"class_list":{"0":"post-253","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-agronegocios"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/253","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=253"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/253\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":262,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/253\/revisions\/262"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/254"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}