{"id":2343,"date":"2026-06-11T03:34:25","date_gmt":"2026-06-11T03:34:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/06\/11\/por-que-a-taxa-de-natalidade-esta-em-queda-a-resposta-pode-estar-na-sua-mao\/"},"modified":"2026-06-11T03:34:25","modified_gmt":"2026-06-11T03:34:25","slug":"por-que-a-taxa-de-natalidade-esta-em-queda-a-resposta-pode-estar-na-sua-mao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/06\/11\/por-que-a-taxa-de-natalidade-esta-em-queda-a-resposta-pode-estar-na-sua-mao\/","title":{"rendered":"Por que a taxa de natalidade est\u00e1 em queda? A resposta pode estar na sua m\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"\">\n<p>O persistente mist\u00e9rio da queda da natalidade ganhou um novo poss\u00edvel culpado: o smartphone.<\/p>\n<p>Dois novos estudos \u2014 um publicado nesta segunda-feira e outro em maio \u2014 s\u00e3o os primeiros trabalhos acad\u00eamicos a testar se os smartphones podem ter sido uma das causas desse fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>Caitlin Myers, economista do Middlebury College, e seu aluno Ezekiel Hooper aproveitaram a expans\u00e3o desigual do iPhone nos Estados Unidos para tentar isolar os efeitos do aparelho sobre a fertilidade. O primeiro iPhone foi lan\u00e7ado em junho de 2007 e permaneceu exclusivo da operadora AT&amp;T at\u00e9 fevereiro de 2011. Os pesquisadores compararam as taxas de natalidade em condados com cobertura quase universal da AT&amp;T com aquelas em regi\u00f5es onde a operadora tinha pouca ou nenhuma presen\u00e7a.<\/p>\n<p>O estudo, publicado pelo National Bureau of Economic Research, concluiu que o iPhone pode ter sido respons\u00e1vel por at\u00e9 metade da queda da fertilidade registrada entre 2007 e 2011. Os efeitos mais fortes foram observados entre jovens de 15 a 24 anos.<\/p>\n<p>Uma das hip\u00f3teses levantadas por Myers \u00e9 que os jovens passaram a socializar mais por meio dos celulares e menos presencialmente, o que teria reduzido a frequ\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es sexuais.<\/p>\n<p>A pesquisadora tamb\u00e9m sugere que os smartphones podem ter ampliado o acesso \u00e0 pornografia, levando parte dos jovens a substitu\u00edrem o sexo por esse tipo de conte\u00fado. Outra possibilidade \u00e9 que os aparelhos tenham facilitado o acesso a informa\u00e7\u00f5es sobre preven\u00e7\u00e3o da gravidez.<\/p>\n<div data-ds-component=\"ad\" data-ad-type=\"RETANGULO_BF\" class=\"max-w-2xl [&amp;_iframe]:mx-auto z-0 bg-wl-neutral-50 text-xs leading-4 py-4 px-14 text-center text-wl-neutral-500 mx-auto mb-6 xl:px-0 justify-center min-h-[320px]\">\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>A queda das taxas de natalidade, antes associada principalmente a pa\u00edses ricos, tornou-se um fen\u00f4meno quase global. Diante dessa tend\u00eancia disseminada, pesquisadores passaram a buscar fatores comuns capazes de explic\u00e1-la. Os autores do segundo estudo tamb\u00e9m voltaram sua aten\u00e7\u00e3o para os smartphones.<\/p>\n<p>\u201cPa\u00edses com sistemas de sa\u00fade, pol\u00edticas de bem-estar social, leis sobre aborto, tradi\u00e7\u00f5es religiosas, recess\u00f5es e tend\u00eancias demogr\u00e1ficas muito diferentes registraram quedas semelhantes no mesmo per\u00edodo\u201d, escreveram os autores, Hernan Moscoso Boedo, professor de economia da Universidade de Cincinnati, e Nathan Hudson, doutorando na institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A dupla analisou dados do Banco Mundial sobre a dissemina\u00e7\u00e3o dos smartphones e as taxas de fertilidade entre adolescentes em 128 pa\u00edses. Em na\u00e7\u00f5es t\u00e3o diversas quanto Ir\u00e3, Costa Rica, Guatemala, Chile, M\u00e9xico e Turquia, os pesquisadores encontraram evid\u00eancias de que a queda da fertilidade entre adolescentes se acelerou quando os smartphones se tornaram um fen\u00f4meno de massa.<\/p>\n<div data-ds-component=\"ad\" data-ad-type=\"RETANGULO_BF\" class=\"max-w-2xl [&amp;_iframe]:mx-auto z-0 bg-wl-neutral-50 text-xs leading-4 py-4 px-14 text-center text-wl-neutral-500 mx-auto mb-6 xl:px-0 justify-center min-h-[320px]\">\n<p class=\"py-2\">Continua depois da publicidade<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>Eles tamb\u00e9m testaram a hip\u00f3tese tecnol\u00f3gica nos Estados Unidos, utilizando dados sobre acesso \u00e0 internet banda larga fixa e redes m\u00f3veis 4G. O resultado mostrou que as taxas de fertilidade entre adolescentes ca\u00edram mais rapidamente nos condados com maior acesso \u00e0 internet de alta velocidade.<\/p>\n<p>Nem todos os especialistas, por\u00e9m, est\u00e3o convencidos. Theodore Joyce, economista do Baruch College, afirmou estar c\u00e9tico em rela\u00e7\u00e3o aos dois estudos. Segundo ele, os nascimentos entre adolescentes j\u00e1 vinham caindo desde a d\u00e9cada de 1990, muito antes da populariza\u00e7\u00e3o dos smartphones e das novas tecnologias digitais.<\/p>\n<p><em><em>c.2026 The New York Times Company<\/em><\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/business\/global\/por-que-a-taxa-de-natalidade-esta-em-queda-a-resposta-pode-estar-na-sua-mao\/\">Fonte: Jovem Pan <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O persistente mist\u00e9rio da queda da natalidade ganhou um novo poss\u00edvel culpado: o smartphone. Dois novos estudos \u2014 um publicado nesta segunda-feira e outro em maio \u2014 s\u00e3o os primeiros trabalhos acad\u00eamicos a testar se os smartphones podem ter sido uma das causas desse fen\u00f4meno. 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