{"id":1928,"date":"2026-05-20T12:59:13","date_gmt":"2026-05-20T12:59:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/05\/20\/por-que-o-consumidor-filtra-quase-tudo\/"},"modified":"2026-05-20T12:59:13","modified_gmt":"2026-05-20T12:59:13","slug":"por-que-o-consumidor-filtra-quase-tudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/05\/20\/por-que-o-consumidor-filtra-quase-tudo\/","title":{"rendered":"Por que o consumidor filtra quase tudo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>Excesso de informa\u00e7\u00e3o, algoritmos e fadiga digital mudam a forma como marcas disputam espa\u00e7o nas redes<\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"159\">\n<div class=\"post_image\"><picture><source media=\"(max-width: 799px)\" srcset=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2026\/05\/thiago-weirich.jpg-2-310x207.jpg\"><source media=\"(min-width: 800px)\" srcset=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2026\/05\/thiago-weirich.jpg-2-674x450.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive type:primaryImage\" src=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2026\/05\/thiago-weirich.jpg-2-674x450.jpg\" alt=\"Comercial\" id=\"zoom-img\"><br \/>\n                                        <\/source><\/source><\/picture><\/div>\n<p><?xml encoding=\"UTF-8\"???><\/p>\n<p>O consumidor nunca recebeu tantas mensagens, an\u00fancios, v\u00eddeos, notifica\u00e7\u00f5es e est\u00edmulos comerciais. Ao mesmo tempo, nunca foi t\u00e3o dif\u00edcil conquistar alguns segundos de sua aten\u00e7\u00e3o. Em um ambiente digital dominado por excesso de conte\u00fado, feeds personalizados e disputa permanente por visibilidade, as marcas enfrentam um novo desafio: falar com um p\u00fablico que aprendeu a ignorar quase tudo.<\/p>\n<p>Durante anos, o mercado tratou a chamada banner blindness, ou cegueira aos banners, como um comportamento t\u00edpico da internet. O usu\u00e1rio simplesmente deixava de perceber formatos repetitivos de publicidade online. Agora, essa l\u00f3gica se ampliou.<\/p>\n<p>O consumidor n\u00e3o ignora apenas an\u00fancios tradicionais. Ele tamb\u00e9m filtra conte\u00fados, promessas e abordagens comerciais que parecem previs\u00edveis, artificiais ou excessivamente promocionais.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio Digital 2026: Brazil, da DataReportal, os an\u00fancios no YouTube alcan\u00e7avam, no fim de 2025, o equivalente a 70,4% da popula\u00e7\u00e3o brasileira e 81,1% da base total de usu\u00e1rios de internet no pa\u00eds. O dado refor\u00e7a a for\u00e7a das plataformas digitais, mas tamb\u00e9m ajuda a explicar a satura\u00e7\u00e3o. Quando muitas marcas disputam o mesmo espa\u00e7o, a aten\u00e7\u00e3o se torna um ativo cada vez mais caro e escasso.<\/p>\n<p>Para Thiago Weirich Barreiros Silva, especialista em Marketing de Performance e Intelig\u00eancia Artificial e fundador da W4Digital, o problema n\u00e3o est\u00e1 apenas no volume de informa\u00e7\u00e3o, mas na repeti\u00e7\u00e3o de formatos, mensagens e estrat\u00e9gias. \u201cO consumidor desenvolveu uma esp\u00e9cie de defesa cognitiva. Ele reconhece rapidamente aquilo que parece propaganda, promessa exagerada ou conte\u00fado feito apenas para capturar clique. Quando isso acontece, a filtragem \u00e9 quase instant\u00e2nea\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Os algoritmos tamb\u00e9m mudaram a rela\u00e7\u00e3o entre marcas e consumidores. Os feeds deixaram de ser vitrines abertas e passaram a funcionar como ambientes personalizados, moldados por hist\u00f3rico de navega\u00e7\u00e3o, interesses, tempo de perman\u00eancia e comportamento de consumo. Na pr\u00e1tica, isso cria bolhas de aten\u00e7\u00e3o mais fechadas e torna mais dif\u00edcil a entrada de mensagens que n\u00e3o dialogam com o repert\u00f3rio espec\u00edfico de cada p\u00fablico.<\/p>\n<p>Para as empresas, essa mudan\u00e7a altera a l\u00f3gica da comunica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o basta ampliar investimento em m\u00eddia paga, impulsionar publica\u00e7\u00f5es ou aumentar a frequ\u00eancia de exposi\u00e7\u00e3o. Em muitos casos, repetir demais a mesma mensagem pode gerar rejei\u00e7\u00e3o, cansa\u00e7o e perda de relev\u00e2ncia. \u201cPerformance n\u00e3o \u00e9 apenas apertar bot\u00e3o de campanha. Performance exige leitura de comportamento. A tecnologia ajuda a segmentar, mas quem define a qualidade da mensagem ainda \u00e9 a estrat\u00e9gia\u201d, diz Thiago.<\/p>\n<p>Nesse contexto, conte\u00fados mais simples, espont\u00e2neos e menos produzidos ganharam espa\u00e7o. O chamado lo-fi content, com est\u00e9tica mais natural, linguagem direta e apar\u00eancia menos publicit\u00e1ria, passou a funcionar como uma ruptura de padr\u00e3o. Em meio a v\u00eddeos muito editados, pe\u00e7as institucionais polidas e criativos parecidos entre si, materiais com cara de bastidor ou conversa real conseguem atravessar melhor a barreira da desconfian\u00e7a.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia acompanha o fortalecimento dos v\u00eddeos curtos e das comunidades digitais. Relat\u00f3rio da HubSpot sobre redes sociais em 2025 aponta que formatos r\u00e1pidos seguem entre os mais relevantes para engajamento em plataformas como YouTube, TikTok e Instagram. Mas a for\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 apenas na dura\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 na capacidade de entregar uma mensagem clara, reconhec\u00edvel e adaptada ao comportamento atual de consumo.<br \/>Outro ponto decisivo \u00e9 o crescimento das tribos digitais. O consumidor confia cada vez mais em comunidades, influenciadores de nicho, criadores independentes e recomenda\u00e7\u00f5es percebidas como aut\u00eanticas. Isso reduz a efic\u00e1cia de campanhas gen\u00e9ricas e obriga as marcas a compreenderem c\u00f3digos culturais espec\u00edficos. O que funciona para um p\u00fablico pode ser ignorado por outro.<\/p>\n<p>Para Thiago, a intelig\u00eancia artificial deve aprofundar esse movimento. Ferramentas de automa\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise preditiva e personaliza\u00e7\u00e3o permitem campanhas mais precisas, mas tamb\u00e9m elevam o risco de padroniza\u00e7\u00e3o. \u201cA IA pode ajudar muito na leitura de dados, na cria\u00e7\u00e3o de varia\u00e7\u00f5es e na identifica\u00e7\u00e3o de oportunidades. Mas, se todo mundo usar a mesma l\u00f3gica, a comunica\u00e7\u00e3o fica igual. A diferencia\u00e7\u00e3o vir\u00e1 da combina\u00e7\u00e3o entre dados, criatividade e entendimento real do consumidor\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Em mercados de alto valor, nos quais a decis\u00e3o de compra depende de confian\u00e7a, o desafio \u00e9 ainda maior. O consumidor pesquisa, compara, observa reputa\u00e7\u00e3o e avalia consist\u00eancia. Por isso, a disputa n\u00e3o \u00e9 apenas por clique. \u00c9 por lembran\u00e7a, credibilidade e presen\u00e7a qualificada ao longo da jornada.<\/p>\n<p>\u201cO maior erro \u00e9 achar que aten\u00e7\u00e3o se compra integralmente com m\u00eddia. M\u00eddia compra alcance. Aten\u00e7\u00e3o depende de mensagem, contexto, timing e percep\u00e7\u00e3o de valor. Quando a marca entende isso, ela deixa de interromper o consumidor e passa a entrar na conversa certa\u201d, afirma Thiago.<\/p>\n<p>No novo jogo da aten\u00e7\u00e3o, aparecer n\u00e3o basta. As marcas que insistirem em falar da mesma forma para todos tendem a perder espa\u00e7o. J\u00e1 aquelas capazes de combinar dados, tecnologia, autenticidade e leitura cultural ter\u00e3o mais chance de atravessar a barreira da indiferen\u00e7a.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#xfbml=1\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/jovempan.com.br\/noticias\/economia\/negocios\/por-que-o-consumidor-filtra-quase-tudo.html\">Fonte: Jovem Pan <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Excesso de informa\u00e7\u00e3o, algoritmos e fadiga digital mudam a forma como marcas disputam espa\u00e7o nas redes O consumidor nunca recebeu tantas mensagens, an\u00fancios, v\u00eddeos, notifica\u00e7\u00f5es e est\u00edmulos comerciais. Ao mesmo tempo, nunca foi t\u00e3o dif\u00edcil conquistar alguns segundos de sua aten\u00e7\u00e3o. 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