{"id":1746,"date":"2026-05-01T10:51:34","date_gmt":"2026-05-01T10:51:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/05\/01\/apos-26-anos-acordo-mercosul-ue-passa-a-valer-a-partir-desta-sexta\/"},"modified":"2026-05-01T10:51:34","modified_gmt":"2026-05-01T10:51:34","slug":"apos-26-anos-acordo-mercosul-ue-passa-a-valer-a-partir-desta-sexta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/05\/01\/apos-26-anos-acordo-mercosul-ue-passa-a-valer-a-partir-desta-sexta\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s 26 anos, acordo Mercosul-UE passa a valer a partir desta sexta"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>Os termos do acordo foram assinados no fim de janeiro, em Assun\u00e7\u00e3o, no Paraguai, entre representantes dos dois blocos<\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"124.26016260163\">\n<div class=\"post_image\"><span class=\"image_fonte\">Uni\u00e3o Europeia \/ Mercosul<\/span><picture><source media=\"(max-width: 799px)\" srcset=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2026\/01\/imagem-jvp-2026-01-16t101828.117-345x207.png\"><source media=\"(min-width: 800px)\" srcset=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2026\/01\/imagem-jvp-2026-01-16t101828.117-750x450.png\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive type:primaryImage\" src=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2026\/01\/imagem-jvp-2026-01-16t101828.117-750x450.png\" alt=\"o acordo Mercosul\u2013UE\" id=\"zoom-img\"><br \/>\n                                        <\/source><\/source><\/picture><span class=\"image_credits\">A aplica\u00e7\u00e3o do tratado, no entanto, ocorre de forma provis\u00f3ria por decis\u00e3o da Comiss\u00e3o Europeia<br \/><\/span><\/div>\n<p><?xml encoding=\"UTF-8\"???><\/p>\n<p>Ap\u00f3s 26 anos de negocia\u00e7\u00f5es, o <strong>acordo comercial entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia entra em vigor nesta sexta-feira (1\u00ba)<\/strong>, criando uma das maiores \u00e1reas de livre com\u00e9rcio do mundo e reduzindo significativamente tarifas sobre produtos brasileiros exportados ao continente europeu.<\/p>\n<p>A <strong>nova etapa marca um avan\u00e7o hist\u00f3rico na integra\u00e7\u00e3o comercial entre os dois blocos<\/strong>, com impacto direto na competitividade das empresas brasileiras no exterior. <a href=\"https:\/\/jovempan.com.br\/noticias\/economia\/mercosul-ratifica-acordo-comercial-com-a-uniao-europeia.html\"><strong>Os termos do acordo foram assinados no fim de janeiro<\/strong><\/a>, em Assun\u00e7\u00e3o, no Paraguai, entre representantes dos dois blocos.<\/p>\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o do tratado, no entanto, <strong>ocorre de forma provis\u00f3ria por decis\u00e3o da Comiss\u00e3o Europeia<\/strong>. Em janeiro, o Parlamento Europeu encaminhou o texto para an\u00e1lise do Tribunal de Justi\u00e7a da Uni\u00e3o Europeia, que ainda avaliar\u00e1 sua compatibilidade jur\u00eddica com as normas do bloco. O processo pode demorar at\u00e9 dois anos.<\/p>\n<h2>Mais exporta\u00e7\u00f5es com menos custos<\/h2>\n<p>Logo no in\u00edcio da implementa\u00e7\u00e3o, ma<strong>is de 80% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para a Europa passam a ter tarifa de importa\u00e7\u00e3o zerada<\/strong>, segundo estimativas da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). A maior parte dos produtos vendidos pelo Brasil ao continente poder\u00e1 entrar no mercado europeu sem pagar impostos de entrada.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, a redu\u00e7\u00e3o de tarifas diminui o pre\u00e7o final dos produtos e aumenta a competitividade frente a concorrentes internacionais. Ao todo, mais de 5 mil produtos brasileiros j\u00e1 ter\u00e3o tarifa zero nesta fase inicial, incluindo bens industriais, alimentos e mat\u00e9rias-primas.<\/p>\n<h2>Ind\u00fastria lidera ganhos imediatos<\/h2>\n<p>Entre os quase 3 mil produtos com tarifa zerada j\u00e1 no in\u00edcio, <strong>cerca de 93% s\u00e3o bens industriais<\/strong>. Isso indica que a ind\u00fastria brasileira tende a ser a principal beneficiada no curto prazo.<\/p>\n<p>Os setores com maior impacto imediato incluem:<\/p>\n<p>\u2022 M\u00e1quinas e equipamentos;<\/p>\n<p>\u2022 Alimentos;<\/p>\n<p>\u2022 Metalurgia;<\/p>\n<p>\u2022 Materiais el\u00e9tricos;<\/p>\n<p>\u2022 Produtos qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>No caso de m\u00e1quinas e equipamentos, quase todas as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para a Europa passam a entrar sem tarifas, abrangendo itens como compressores, bombas industriais e pe\u00e7as mec\u00e2nicas.<\/p>\n<h2>Mercado ampliado e mais competitivo<\/h2>\n<p>O acordo conecta mercados que somam mais de 700 milh\u00f5es de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) conjunto trilion\u00e1rio. Com isso, o Brasil amplia significativamente seu alcance comercial.<\/p>\n<p>Atualmente, pa\u00edses com os quais o Brasil possui acordos representam cerca de 9% das importa\u00e7\u00f5es globais. Com a entrada da Uni\u00e3o Europeia, esse percentual pode ultrapassar 37%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o de tarifas, o tratado estabelece regras comuns para com\u00e9rcio, padr\u00f5es t\u00e9cnicos e compras governamentais, trazendo mais previsibilidade para empresas.<\/p>\n<h2>Implementa\u00e7\u00e3o gradual<\/h2>\n<p>Apesar dos efeitos imediatos, <strong>nem todos os produtos ter\u00e3o tarifas eliminadas de uma vez<\/strong>. Para setores considerados mais sens\u00edveis, a redu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita de forma progressiva:<\/p>\n<p>\u2022 At\u00e9 10 anos na Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>\u2022 At\u00e9 15 anos no Mercosul;<\/p>\n<p>\u2022 Em alguns casos, at\u00e9 30 anos.<\/p>\n<p>Esse <strong>cronograma busca permitir adapta\u00e7\u00e3o das economias<\/strong> e proteger setores mais vulner\u00e1veis \u00e0 concorr\u00eancia internacional.<\/p>\n<h2>Pr\u00f3ximos passos<\/h2>\n<p>A entrada em vigor marca o in\u00edcio da aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do acordo. Ainda ser\u00e3o definidos detalhes operacionais, como a distribui\u00e7\u00e3o de cotas de exporta\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses do Mercosul.<\/p>\n<p>Durante <a href=\"https:\/\/jovempan.com.br\/noticias\/politica\/lula-oficializa-acordo-ue-mercosul-que-passa-a-vigorar-em-1o-de-maio.html\"><strong>cerim\u00f4nia de assinatura do decreto de promulga\u00e7\u00e3o do acordo<\/strong><\/a>, na \u00faltima ter\u00e7a-feira (28), o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva destacou o car\u00e1ter estrat\u00e9gico do tratado. Segundo ele, o acordo refor\u00e7a o compromisso com o multilateralismo e a coopera\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>Entidades empresariais dos dois blocos tamb\u00e9m devem acompanhar a implementa\u00e7\u00e3o para orientar empresas e garantir o aproveitamento das novas oportunidades comerciais.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#xfbml=1\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/jovempan.com.br\/noticias\/economia\/apos-26-anos-acordo-mercosul-ue-passa-a-valer-a-partir-desta-sexta.html\">Fonte: Jovem Pan <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os termos do acordo foram assinados no fim de janeiro, em Assun\u00e7\u00e3o, no Paraguai, entre representantes dos dois blocos Uni\u00e3o Europeia \/ Mercosul A aplica\u00e7\u00e3o do tratado, no entanto, ocorre de forma provis\u00f3ria por decis\u00e3o da Comiss\u00e3o Europeia Ap\u00f3s 26 anos de negocia\u00e7\u00f5es, o acordo comercial entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia entra em vigor nesta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1747,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2026\/01\/imagem-jvp-2026-01-16t101828.117.png","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":{"0":"post-1746","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1746","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1746"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1746\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1747"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1746"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1746"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1746"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}