{"id":1602,"date":"2026-04-11T14:37:49","date_gmt":"2026-04-11T14:37:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/04\/11\/de-hidreletricas-a-sorvetes-chineses-ampliam-investimentos-no-brasil\/"},"modified":"2026-04-11T14:37:49","modified_gmt":"2026-04-11T14:37:49","slug":"de-hidreletricas-a-sorvetes-chineses-ampliam-investimentos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/04\/11\/de-hidreletricas-a-sorvetes-chineses-ampliam-investimentos-no-brasil\/","title":{"rendered":"De hidrel\u00e9tricas a sorvetes, chineses ampliam investimentos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>Muitas empresas chinesas est\u00e3o agora cortejando os mais de 200 milh\u00f5es de consumidores do pa\u00eds<\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"149\">\n<p><?xml encoding=\"UTF-8\"???><\/p>\n<p>Para a rede chinesa de sorvetes e bebidas <strong>Mixue<\/strong>, <strong>que j\u00e1 tem mais lojas do que Starbucks e McDonald\u2019s,<\/strong> um mascote do alegre boneco de neve na avenida mais famosa de S\u00e3o Paulo sinaliza uma <strong>nova fase de sua expans\u00e3o global.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A primeira unidade brasileira da Mixue 2097.HK, inaugurada no s\u00e1bado, marca a chegada da empresa \u00e0 Am\u00e9rica do Sul<\/strong> em meio a uma nova onda de investimentos chineses, constru\u00eddos a partir de la\u00e7os econ\u00f4micos que j\u00e1 tiraram dos Estados Unidos a posi\u00e7\u00e3o de principal parceiro comercial do continente.<\/p>\n<p>Mas, diferentemente de ondas anteriores de recursos que a China direcionou ao Brasil, concentradas em grandes projetos de hidrel\u00e9tricas e petr\u00f3leo, <strong>muitas empresas chinesas est\u00e3o agora cortejando os mais de 200 milh\u00f5es de consumidores do pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n<p>O foco na expans\u00e3o para mercados internacionais ocorre \u00e0 medida em que a<strong> China enfrenta barreiras comerciais crescentes nos Estados Unidos<\/strong>, o principal consumidor de suas exporta\u00e7\u00f5es mundiais.<\/p>\n<p><strong>O investimento direto chin\u00eas dobrou para US$4,2 bilh\u00f5es em 2024 em 39 projetos no Brasil,<\/strong> fazendo do pa\u00eds o terceiro maior receptor de investimentos chineses no mundo, de acordo com os \u00faltimos dados dispon\u00edveis do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a <strong>Mixue planeja investir cerca de R$3 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos anos no pa\u00eds,<\/strong> onde vai vender limonadas, ch\u00e1s de jasmim e sorvetes.<\/p>\n<p><strong>A Mixue pretende abrir entre 500 e 1.000 lojas no pa\u00eds at\u00e9 2030<\/strong>, incluindo franqueados, disse o CEO da Mixue Brasil, Tian Zezhong.<\/p>\n<p>A cadeia de fast-food se junta a <strong>empresas chinesas que v\u00e3o de aplicativos de entrega e fabricantes de ve\u00edculos el\u00e9tricos a produtores de eletr\u00f4nicos<\/strong> que apostam em consumidores brasileiros cada vez mais receptivos \u00e0s marcas chinesas consideradas competitivas em termos de pre\u00e7o e qualidade.<\/p>\n<p>\u201cA partir do momento em que voc\u00ea come\u00e7a a consumir produtos da China, \u00e9 muito dif\u00edcil voltar a consumir os outros, justamente pelo custo- benef\u00edcio, pela qualidade e por serem produtos diferenciados em termos de beleza e de entrega\u201d, disse Bianca Gunes, de 30 anos, passeando em frente \u00e0 nova loja brasileira da Mixue no Shopping Cidade S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<h2>Tecnologia de ponta<\/h2>\n<p><strong>A fabricante chinesa de eletr\u00f4nicos Huawei<\/strong> est\u00e1 situada em um local privilegiado na entrada do mesmo shopping. Depois de quase tr\u00eas d\u00e9cadas no pa\u00eds, a Huawei <strong>abriu sua primeira loja em S\u00e3o Paulo no ano passado<\/strong>, reconhecendo a demanda dos brasileiros por experi\u00eancias de compras presenciais, disse o gerente de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do neg\u00f3cio de consumo da empresa no Brasil, Diego Marcel.<\/p>\n<p>\u201cO brasileiro gosta muito da tecnologia. Ele gosta, mas ele tamb\u00e9m \u00e9 muito exigente\u201d, disse Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da montadora chinesa GWM, que abriu sua primeira planta na Am\u00e9rica do Sul em S\u00e3o Paulo no ano passado.<\/p>\n<p><strong>Tanto a GWM quanto a concorrente chinesa BYD adquiriram f\u00e1bricas brasileiras de rivais ocidentais<\/strong> nos \u00faltimos anos e est\u00e3o reequipando-as para a produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos el\u00e9tricos e h\u00edbridos.<\/p>\n<p>A planta da GWM em uma antiga f\u00e1brica da Mercedes-Benz deve receber R$10 bilh\u00f5es em investimentos ao longo de uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Executivos dizem que as <strong>rela\u00e7\u00f5es entre Brasil e China est\u00e3o se beneficiando ao mesmo tempo de uma freada e de um est\u00edmulo.<\/strong> Tens\u00f5es geopol\u00edticas afastaram investimentos chineses dos Estados Unidos, enquanto o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva elogia as rela\u00e7\u00f5es com a China em um n\u00edvel hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>\u201cO presidente (Lula) convenceu nosso CEO de que o Brasil estaria aberto ao nosso investimento\u201d, disse o vice-presidente s\u00eanior da BYD, Alexandre Baldy, em entrevista \u00e0 Reuters em fevereiro. \u201cA partir da\u00ed, \u00e9 claro, a empresa, sendo uma empresa privada e de capital aberto, deslanchou pela sua capacidade de realiza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>O governo brasileiro tamb\u00e9m est\u00e1 procurando importar avan\u00e7os na \u00e1rea da sa\u00fade<\/strong>, onde a China mostrou novas aplica\u00e7\u00f5es para a intelig\u00eancia artificial. O ministro da Sa\u00fade, Alexandre Padilha, disse \u00e0 Reuters que ele foi a Xangai, Shenzhen e Chengdu no m\u00eas passado em busca de poss\u00edveis parcerias, investimentos e transfer\u00eancias de tecnologia.<\/p>\n<p>Em outra frente, a rec\u00e9m-chegada ao pa\u00eds Meituan 3690.HK est\u00e1 apostando que pode agitar o mercado de entrega de refei\u00e7\u00f5es j\u00e1 bastante ocupado no Brasil. A empresa pretende investir US$1 bilh\u00e3o at\u00e9 2030 para desafiar um campo que inclui o parceiro da Amazon, Rappi, e o iFood, de propriedade da empresa holandesa Prosus.<\/p>\n<p><em>*Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#xfbml=1\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/jovempan.com.br\/noticias\/economia\/de-hidreletricas-a-sorvetes-chineses-ampliam-investimentos-no-brasil.html\">Fonte: Jovem Pan <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas empresas chinesas est\u00e3o agora cortejando os mais de 200 milh\u00f5es de consumidores do pa\u00eds Para a rede chinesa de sorvetes e bebidas Mixue, que j\u00e1 tem mais lojas do que Starbucks e McDonald\u2019s, um mascote do alegre boneco de neve na avenida mais famosa de S\u00e3o Paulo sinaliza uma nova fase de sua expans\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1603,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"http:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2018\/04\/logo-jovempan-black.png","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":{"0":"post-1602","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1602","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1602"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1602\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1603"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1602"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1602"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1602"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}