{"id":1550,"date":"2026-04-03T22:42:11","date_gmt":"2026-04-03T22:42:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/04\/03\/no-varejo-de-moda-nao-e-so-o-mercado-que-trava-o-crescimento-e-a-operacao\/"},"modified":"2026-04-03T22:42:11","modified_gmt":"2026-04-03T22:42:11","slug":"no-varejo-de-moda-nao-e-so-o-mercado-que-trava-o-crescimento-e-a-operacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/04\/03\/no-varejo-de-moda-nao-e-so-o-mercado-que-trava-o-crescimento-e-a-operacao\/","title":{"rendered":"No varejo de moda, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o mercado que trava o crescimento, \u00e9 a opera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>Emilio Guerra diz que falta na capacita\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e falhas na execu\u00e7\u00e3o explicam por que algumas redes avan\u00e7am e outras perdem ritmo<\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"176\">\n<div class=\"post_image\"><span class=\"image_fonte\">Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><picture><source media=\"(max-width: 799px)\" srcset=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2026\/04\/screenshot-2026-04-03-192039-345x194.png\"><source media=\"(min-width: 800px)\" srcset=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2026\/04\/screenshot-2026-04-03-192039-750x422.png\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive type:primaryImage\" src=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2026\/04\/screenshot-2026-04-03-192039-750x422.png\" alt=\"v\" id=\"zoom-img\"><br \/>\n                                        <\/source><\/source><\/picture><\/div>\n<p><?xml encoding=\"UTF-8\"???><\/p>\n<p>O franchising de moda segue em expans\u00e3o no Brasil, mas o desempenho das redes ainda est\u00e1 longe de ser homog\u00eaneo. Enquanto algumas avan\u00e7am acima da m\u00e9dia, outras enfrentam dificuldade para manter ritmo e resultado. Para Emilio Guerra, CEO da Skyler, a diferen\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 no cen\u00e1rio, mas na forma como o neg\u00f3cio \u00e9 executado.<\/p>\n<p>Em entrevista ao Jovem Pan Business, o executivo afirma que o varejo deixou de ser uma opera\u00e7\u00e3o centrada apenas em produto e passou a depender de um sistema mais amplo, que envolve gest\u00e3o, cultura, experi\u00eancia do cliente e capacidade de adapta\u00e7\u00e3o constante.<\/p>\n<p>Nesse contexto, um dos principais desafios do setor \u00e9 a m\u00e3o de obra. A dificuldade de encontrar profissionais preparados deixou de ser pontual e passou a ser uma realidade nacional. O impacto atinge tanto a ind\u00fastria quanto o varejo.<\/p>\n<p>Na produ\u00e7\u00e3o, o movimento tem sido de automa\u00e7\u00e3o. J\u00e1 nas lojas, o desafio \u00e9 outro: formar equipes, desenvolver cultura e manter padr\u00e3o de atendimento. \u201cSe o neg\u00f3cio vai bem, \u00e9 por causa das pessoas. Se vai mal, tamb\u00e9m\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O problema se intensifica em momentos de expans\u00e3o. A necessidade de contrata\u00e7\u00e3o cresce mais r\u00e1pido do que a capacidade de forma\u00e7\u00e3o. E, quando isso acontece, a opera\u00e7\u00e3o perde efici\u00eancia. O reflexo aparece direto no resultado.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o comportamento do consumidor tamb\u00e9m mudou. O pre\u00e7o continua relevante, mas j\u00e1 n\u00e3o determina sozinho a decis\u00e3o de compra. A percep\u00e7\u00e3o de valor passou a ter papel central.<\/p>\n<p>Produtos b\u00e1sicos garantem volume e previsibilidade. J\u00e1 os itens com maior valor agregado ajudam a construir posicionamento e ampliar margem. \u201cQuando o cliente percebe valor em um produto de qualidade, ele paga, mesmo sendo mais caro\u201d, explica.<\/p>\n<p>Esse movimento reposiciona a loja f\u00edsica. Mais do que ponto de venda, ela passa a funcionar como espa\u00e7o de experi\u00eancia. O contato com o produto, o atendimento, a ambienta\u00e7\u00e3o e at\u00e9 elementos sensoriais influenciam diretamente a decis\u00e3o de compra.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m a fideliza\u00e7\u00e3o. Quando a experi\u00eancia funciona, o cliente volta. Quando falha, a venda simplesmente n\u00e3o acontece. No franchising, essa responsabilidade recai diretamente sobre o franqueado.<\/p>\n<p>A padroniza\u00e7\u00e3o continua sendo essencial, mas n\u00e3o substitui a necessidade de gest\u00e3o ativa na ponta. \u201cN\u00f3s s\u00f3 teremos sucesso se o franqueado tiver sucesso\u201d, afirma o executivo.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, isso exige acompanhamento constante. Treinamento, comunica\u00e7\u00e3o, abastecimento, leitura de vendas e gest\u00e3o operacional deixam de ser suporte e passam a ser parte do resultado.<\/p>\n<p>Pequenas falhas fazem diferen\u00e7a. E, muitas vezes, quem percebe primeiro \u00e9 quem est\u00e1 na opera\u00e7\u00e3o. Foi o que aconteceu recentemente dentro da Skyler.<\/p>\n<p>Durante uma conven\u00e7\u00e3o da rede, um franqueado entregou ao CEO um relat\u00f3rio detalhado sobre a pr\u00f3pria unidade. O material trazia an\u00e1lises sobre abastecimento, log\u00edstica e impactos diretos nas vendas.<\/p>\n<p>Mais do que apontar problemas, o documento mostrava, com dados, como o desempenho melhorava quando ajustes eram feitos. A partir desse diagn\u00f3stico, a empresa revisou processos internos e promoveu mudan\u00e7as na opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O epis\u00f3dio refor\u00e7a um ponto central do franchising: a ponta enxerga antes. E, quando a rede escuta, evolui mais r\u00e1pido. Outro movimento relevante dentro da Skyler envolve tecnologia.<\/p>\n<p>A empresa iniciou a implanta\u00e7\u00e3o de RFID nas lojas, sistema que permite acompanhar produtos em tempo real e aumentar a precis\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es operacionais.<\/p>\n<p>Segundo Guerra, a tecnologia reduz falhas, melhora o controle de estoque e acelera a tomada de decis\u00e3o. O impacto \u00e9 direto. Processos que antes levavam um dia inteiro passaram a ser feitos em menos de uma hora.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, isso significa mais agilidade, menos ruptura e mais capacidade de resposta dentro da opera\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m da tecnologia, o perfil do franqueado tamb\u00e9m influencia diretamente o desempenho.<\/p>\n<p>De acordo com o executivo, existem dois modelos predominantes. O operador tradicional, que acompanha o dia a dia da loja de perto. E o multifranqueado, que atua como investidor e traz experi\u00eancia de outros neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Os dois podem performar bem. Mas existe uma condi\u00e7\u00e3o: algu\u00e9m precisa estar, de fato, cuidando da opera\u00e7\u00e3o. No fim, o que diferencia as redes que crescem n\u00e3o est\u00e1 em estrat\u00e9gias complexas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o existe f\u00f3rmula m\u00e1gica. \u00c9 fazer o b\u00e1sico bem feito: atender bem, escutar e ter vontade de servir\u201d, resume. Fundada em 1997, em Fortaleza, a Skyler mant\u00e9m crescimento acima da m\u00e9dia do setor e conta atualmente com 69 unidades, sendo 68 lojas f\u00edsicas e um e-commerce integrado.<\/p>\n<p>O resultado reflete um modelo baseado em consist\u00eancia operacional, proximidade com o consumidor e foco na execu\u00e7\u00e3o. Em um mercado competitivo, o recado \u00e9 direto.<\/p>\n<p>Crescer n\u00e3o \u00e9 o maior desafio. Operar bem \u00e9.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#xfbml=1\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/jovempan.com.br\/noticias\/economia\/negocios\/no-varejo-de-moda-nao-e-so-o-mercado-que-trava-o-crescimento-e-a-operacao.html\">Fonte: Jovem Pan <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emilio Guerra diz que falta na capacita\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e falhas na execu\u00e7\u00e3o explicam por que algumas redes avan\u00e7am e outras perdem ritmo Divulga\u00e7\u00e3o O franchising de moda segue em expans\u00e3o no Brasil, mas o desempenho das redes ainda est\u00e1 longe de ser homog\u00eaneo. 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