{"id":1193,"date":"2026-02-14T16:41:44","date_gmt":"2026-02-14T16:41:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/02\/14\/conselheiros-do-brb-apadrinhados-por-ibaneis-e-reag-renunciam-ao-cargo\/"},"modified":"2026-02-14T16:41:44","modified_gmt":"2026-02-14T16:41:44","slug":"conselheiros-do-brb-apadrinhados-por-ibaneis-e-reag-renunciam-ao-cargo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/2026\/02\/14\/conselheiros-do-brb-apadrinhados-por-ibaneis-e-reag-renunciam-ao-cargo\/","title":{"rendered":"Conselheiros do BRB apadrinhados por Ibaneis e Reag renunciam ao cargo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM) passou a investigar Ibaneis e Juliana e tornou os dois r\u00e9us em um processo sigiloso, em meio \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o sobre o caso Master<\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"210\">\n<div class=\"post_image\"><span class=\"image_fonte\">Jo\u00e9dson Alves \/ Ag\u00eancia Brasil<\/span><picture><source media=\"(max-width: 799px)\" srcset=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2026\/02\/design-sem-nome-42-345x207.png\"><source media=\"(min-width: 800px)\" srcset=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2026\/02\/design-sem-nome-42-750x450.png\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive type:primaryImage\" src=\"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2026\/02\/design-sem-nome-42-750x450.png\" alt=\"Banco de Bras\u00edlia (BRB)\" id=\"zoom-img\"><br \/>\n                                        <\/source><\/source><\/picture><span class=\"image_credits\">Banco de Bras\u00edlia (BRB)<br \/><\/span><\/div>\n<p><?xml encoding=\"UTF-8\"???><\/p>\n<p>Dois membros do conselho fiscal do Banco de Bras\u00edlia (BRB) apadrinhados pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e por um fundo da Reag Investimentos \u2013 investigada por opera\u00e7\u00f5es fraudulentas com o Banco Master -, renunciaram ao cargo nesta sexta-feira, 13. As ren\u00fancias produziram efeitos imediatos.<\/p>\n<p>Em nota, Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos e Celivaldo El\u00f3i Lima de Sousa \u2013 que deixaram os cargos de membro titular e membro suplente, respectivamente, afirmam que s\u00f3 tomaram ci\u00eancia da indica\u00e7\u00e3o atribu\u00edda ao Fundo Borneo, da Reag, no \u00faltimo dia 11, ap\u00f3s fato relevante do BRB.<\/p>\n<p>\u201cDeclaro que desconhe\u00e7o integralmente tal indica\u00e7\u00e3o pelo fundo Borneo. Declaro ainda que n\u00e3o possuo qualquer v\u00ednculo, rela\u00e7\u00e3o ou conhecimento acerca do referido fundo, tampouco conhe\u00e7o seus representantes ou administradores\u201d, afirma Sousa em sua manifesta\u00e7\u00e3o. Na mesma linha, Vasconcelos diz n\u00e3o possuir \u201cqualquer v\u00ednculo, rela\u00e7\u00e3o ou conhecimento acerca do referido fundo, tampouco conhe\u00e7o seus representantes ou administradores \u201d<\/p>\n<p>A indica\u00e7\u00e3o atribu\u00edda ao fundo da Reag, por\u00e9m, constava na ata da reuni\u00e3o na qual foram eleitos, em mar\u00e7o de 2025. Como revelou o Estad\u00e3o h\u00e1 uma semana, Ibaneis emplacou sua chefe de gabinete, Juliana Monici Souza Pinheiro, em uma das vagas e indicou os advogados Leonardo Oliveira de Vasconcelos e Celivaldo El\u00f3i de Sousa como titular e suplente de outra vaga. Mais tarde, o fundo Borneo, administrado pela Reag, que virou acionista do BRB, assumiu a paternidade da indica\u00e7\u00e3o dos dois advogados.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM) passou a investigar Ibaneis e Juliana e tornou os dois r\u00e9us em um processo sigiloso, em meio \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o sobre o caso Master. Ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da reportagem, o BRB foi questionado pela CVM sobre as indica\u00e7\u00f5es ligadas ao fundo da Reag.<\/p>\n<p>Na nota em que anuncia as ren\u00fancias dos dois advogados, divulgada nesta sexta-feira, 13, o BRB \u201creafirma que conduz suas atividades com responsabilidade, \u00e9tica e transpar\u00eancia, e reitera seu compromisso de manter seus acionistas e o mercado devidamente informados sobre atos e fatos relevantes\u201d.<\/p>\n<p>O Banco de Bras\u00edlia come\u00e7ou a comprar carteiras do Master na metade de 2024. A Pol\u00edcia Federal apontou R$ 12,2 bilh\u00f5es de cr\u00e9ditos inexistentes \u2013 que, segundo as investiga\u00e7\u00f5es, teriam sido adquiridos de janeiro a junho de 2025. Em mar\u00e7o, o Banco de Bras\u00edlia tentou comprar o Master, mas a opera\u00e7\u00e3o foi barrada pelo Banco Central em setembro.<\/p>\n<p>A PF investiga uma s\u00e9rie de fraudes envolvendo essas opera\u00e7\u00f5es. O Master foi liquidado, o dono da institui\u00e7\u00e3o, Daniel Vorcaro, ficou dez dias preso e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, indicado por Ibaneis, foi afastado do cargo e tamb\u00e9m \u00e9 investigado.<\/p>\n<p>O Conselho Fiscal n\u00e3o tem o poder de decidir sobre os neg\u00f3cios do BRB, mas tem o dever de fiscalizar os atos da gest\u00e3o do banco, pode pedir informa\u00e7\u00f5es e questionar os resultados cont\u00e1beis da institui\u00e7\u00e3o financeira. Os neg\u00f3cios com o Master foram aprovados pela diretoria e n\u00e3o foram questionados pelo Conselho Fiscal.<\/p>\n<p>Procurado pela reportagem \u00e0 \u00e9poca, Celivaldo Sousa disse n\u00e3o conhecer o fundo Borneo ou qualquer representante do Master. Ibaneis, a Reag, o fundo Borneo e os outros conselheiros n\u00e3o comentaram.<\/p>\n<h2>O hist\u00f3rico das indica\u00e7\u00f5es para o Conselho Fiscal<\/h2>\n<p>Ibaneis indicou Juliana Monici, sua chefe de gabinete, para o Conselho Fiscal do BRB no dia 14 de novembro de 2024. Originalmente, sua indica\u00e7\u00e3o foi feita como representante dos acionistas preferencialistas, que n\u00e3o fazem parte do grupo controlador \u2013 que \u00e9 o governo distrital. Juliana foi eleita na ocasi\u00e3o. Mais tarde, o banco alegou um erro material na ata e corrigiu a indica\u00e7\u00e3o como representante do controlador.<\/p>\n<p>Na mesma data, o governo indicou os advogados Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos e Celivaldo El\u00f3i de Sousa para as vagas de membro efetivo e membro suplente do conselho, respectivamente Os dois, por\u00e9m, n\u00e3o foram eleitos nesse dia. O pr\u00f3prio DF pediu a suspens\u00e3o da delibera\u00e7\u00e3o de seus nomes at\u00e9 que o Comit\u00ea de Elegibilidade do BRB apresentasse parecer favor\u00e1vel.<\/p>\n<p>No dia 12 de mar\u00e7o de 2025, a assembleia foi retomada. A indica\u00e7\u00e3o de Juliana foi corrigida e ela passou a ser considerada representante do controlador. Foi ent\u00e3o que o fundo Borneo FIP Multiestrat\u00e9gia, da Reag, que virou acionista do BRB, indicou Leonardo e Celivaldo para as vagas destinadas aos acionistas preferencialistas.<\/p>\n<p>Os dois advogados disputaram a indica\u00e7\u00e3o com outra chapa, composta pelo acionista Leonardo Peixoto Estev\u00e3o, que apresentou sua candidatura \u00e0 vaga efetiva, e Cristiane Estev\u00e3o, que concorreu como suplente.<\/p>\n<p>Duas semanas depois, em 28 de mar\u00e7o, o BRB formalizou uma oferta de compra de parte do Banco Master por R$ 2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O hist\u00f3rico revela uma mudan\u00e7a importante na configura\u00e7\u00e3o das cadeiras do conselho. Juliana passou de representante dos acionistas preferencialistas para representante do controlador (governo do DF) ap\u00f3s a corre\u00e7\u00e3o da ata. Leonardo e Celivaldo, que eram os nomes do governador, acabaram sendo efeitos por meio do fundo da Reag.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das rela\u00e7\u00f5es fraudulentas com o Master por meio de teias de fundos, que s\u00e3o alvo da Opera\u00e7\u00e3o Compliance Zero, a Reag tamb\u00e9m \u00e9 investigada pela PF na Opera\u00e7\u00e3o Carbono Oculto por abrigar fundos usados por suspeitos de sonega\u00e7\u00e3o e envolvimento com o crime organizado no setor de combust\u00edveis.<\/p>\n<p>O fundo Borneo, administrado pela Reag, virou acionista do BRB em 2024, quando o BRB come\u00e7ou a comprar carteiras do Master, junto com Vorcaro. A participa\u00e7\u00e3o deles no banco estatal foi revelada pelo jornal Valor Econ\u00f4mico e confirmada pelo Estad\u00e3o.<\/p>\n<p>Investigadores suspeitam que a compra de a\u00e7\u00f5es do BRB serviu para inflar o banco do DF e, assim, permitir que ele comprasse carteiras do Master. A opera\u00e7\u00e3o passou a ser investigada pela Pol\u00edcia Federal por suspeita de fraude.<\/p>\n<p>Leonardo de Vasconcelos, que chegou ao conselho por meio do governo Ibaneis e virou indicado do fundo da Reag, \u00e9 um advogado cearense e foi conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entidade que foi presidida por Ibaneis no DF. Em maio do ano passado, ele tomou posse como desembargador substituto do Tribunal Regional Eleitoral do Cear\u00e1 (TRE-CE).<\/p>\n<p>Celivaldo El\u00f3i de Sousa, por sua vez, atua como advogado criminalista em Bras\u00edlia. Em 2024, ele concorreu a um cargo de diretor da OAB-DF na chapa encabe\u00e7ada por Cleber Lopes de Oliveira, apoiado por Ibaneis e agora advogado do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa no caso Master. A chapa foi derrotada na elei\u00e7\u00e3o. Celivado j\u00e1 defendeu um ex-assessor especial da Secretaria de Sa\u00fade do DF preso por suspeita de fraude.<\/p>\n<p>*Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#xfbml=1\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/jovempan.com.br\/noticias\/economia\/conselheiros-do-brb-apadrinhados-por-ibaneis-e-reag-renunciam-ao-cargo.html\">Fonte: Jovem Pan <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM) passou a investigar Ibaneis e Juliana e tornou os dois r\u00e9us em um processo sigiloso, em meio \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o sobre o caso Master Jo\u00e9dson Alves \/ Ag\u00eancia Brasil Banco de Bras\u00edlia (BRB) Dois membros do conselho fiscal do Banco de Bras\u00edlia (BRB) apadrinhados pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1194,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"https:\/\/jpimg.com.br\/uploads\/2026\/02\/design-sem-nome-42.png","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":{"0":"post-1193","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1193","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1193"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1193\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1194"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1193"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1193"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistacomercio.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1193"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}