A seleção da Costa do Marfim está envolvida em um escândalo: o atacante Elye Wahi, que jogou na estreia da equipe na Copa do Mundo contra o Equador está sendo investigado na França sob a suspeita de manipulação de partidas.
O jogador de 23 anos, que defendeu o Nice na última temporada, está respondendo na Justiça francesa a uma acusação de que teria recebido intencionalmente cartão amarelo na partida da liga contra o Metz, em 17 de maio.
Segundo informações do The Athletic, Wahi foi detido no dia 29 de maio, logo após uma vitória do Nice contra o Saint-Etienne, na qual ele marcou dois gols e consegui garantir a permanência do clube na Ligue 1 francesa.
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Apesar de sua detenção e da investigação em andamento, o atacante viajou normalmente com sua seleção nacional para a Copa do Mundo e participou da vitória da Costa do Marfim por 1 a 0 sobre o Equador. Ele jogou 55 minutos na partida e acertou o travessão num dos lances.
De acordo com várias fontes próxima ao caso, a investigação foi iniciada após alertas sobre padrões incomuns de apostas na partida entre Nice e Metz, especialmente as apostas de que Wahi receberia cartão amarelo durante a partida.
Ele foi advertido aos 35 minutos após uma falta no defensor do Metz, Sadidou Sane. Esse cartão foi seu quinto da temporada, o que automaticamente significava suspensão para o primeiro jogo dos playoffs de permanência na liga.
Wahi perdeu o primeiro jogo contra Saint-Étienne devido à suspensão, que terminou sem gols. Na volta, ele retornou ao elenco e se destacou com dois gols na vitória do Nice por 4 a 1, sendo eleito o jogador da partida. Poucas horas depois, ele foi detido por investigadores franceses especializados na luta contra a corrupção.
Segundo a publicação, o ministério público de Marselha confirmou que está em andamento uma investigação sob suspeita de fraude organizada, corrupção esportiva organizada, ocultação de bens adquiridos ilegalmente e lavagem de dinheiro.
Após o interrogatório, ele foi libertado e nenhuma acusação foi apresentada contra ele até o momento. Embora o caso tenha chamado muita atenção na França, Wahi permaneceu na lista da seleção da Costa do Marfim.
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O The Athletic disse que a FIFA não respondeu a perguntas sobre se tinha conhecimento de sua prisão antes do início do torneio e se a investigação poderia afetar sua permanência no torneio.
O atacante, que até este ano jogava pelas seleções juniores da França, só mudou sua cidadania esportiva em março e decidiu representar a Costa do Marfim.