Petróleo seguirá em queda? O que esperar da commodity após acordo entre EUA e Irã

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    A expectativa por um acordo de paz final entre EUA e Irã segue impactando as projeções do mercado, incluindo para o petróleo, com o contrato brent indo para a casa dos US$ 80 o barril.

    Com isso, diversas casas passaram a revisar seus números para a commodity.

    O Goldman Sachs reduziu sua previsão para o preço do Brent no quarto trimestre de US$ 90 para US$ 80 por barril e cortou sua estimativa média para 2027 de US$ 80 para US$ 75, afirmando que agora assume que as exportações do Golfo retornarão aos níveis pré-guerra até o final de julho, em vez do final de agosto.

    André Matos, CEO da MA7 Negócios, destaca que o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, com assinatura prevista para 19 de junho na Suíça, e a sinalização de Trump para a reabertura do Estreito de Ormuz sem pedágio mudaram completamente o vetor de preço para o petróleo.

    Daqui para frente, avalia, a tendência é de acomodação em torno do intervalo de US$ 80 a US$ 86, com viés ainda altista caso a transição de fluxo demore a se normalizar ou caso haja qualquer ruído na assinatura do acordo.

    Gabriel Uarian, analista-chefe da Cultura Capital, acredita que o preço do brent deva se estabilizar em uma faixa entre US$ 75 e US$ 85, dependendo da velocidade da normalização das exportações iranianas e da resposta da OPEP+ em manter disciplina.

    ” Não vejo espaço para uma recuperação imediata e vigorosa sem novos choques de oferta, pois a demanda global segue moderada e os estoques tendem a se recompor”, aponta.

    Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, projeta que, após a forte valorização recente, o Brent deve buscar uma acomodação na faixa entre US$ 80 e US$ 85 por barril, desde que o acordo se efetive e sem novos conflitos.

    Para as petroleiras da B3, avalia Lima, isso significa perda de um importante vetor de curto prazo, especialmente para Petrobras (PETR4), enquanto empresas como PRIO (PRIO3) e Brava (BRAV3) continuam sustentadas principalmente pela evolução operacional, embora preços mais baixos do petróleo reduzam o potencial de geração de caixa futura.

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    Contudo, para Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates, “levará tempo para que o petróleo se aproxime do nível pré-crise de 20 milhões de barris por dia navegando por esse ponto de estrangulamento. As estimativas para a retomada total do tráfego variam de semanas a meses”.

    “Os investidores financeiros estão, portanto, apenas antecipando o fornecimento físico futuro, daí a atual queda nos preços do petróleo. A retomada lenta possivelmente resultará em um déficit de oferta ao longo de 2026.”

    (com Reuters)

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    Fonte: Jovem Pan