BofA eleva Vitru para compra, corta Cruzeiro do Sul e mantém cautela com educação

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    O Bank of America (BofA) elevou a recomendação da Vitru (VTRU3) para compra e rebaixou a Cruzeiro do Sul Educacional (CSED3) para neutra após os resultados do primeiro trimestre de 2026. O banco afirma preferir Vitru e Ser Educacional (SEER3) por estarem melhor posicionadas para enfrentar um ambiente macroeconômico mais difícil. Às 12h10, VTRU3 subiam 1,89%, a R$ 13,50, enquanto CSED3 caía 0,81%, a R$ 3,74 e SEER3 recuava 0,89%, a R$ 11,11.

    Segundo o BofA, a experiência da Vitru no ensino híbrido representa uma vantagem competitiva durante a transição regulatória, favorecendo margens e geração de caixa. Já a Ser Educacional se destaca pela maior exposição aos cursos de Medicina e pela resiliência das margens.

    Em contrapartida, a Cruzeiro do Sul foi rebaixada porque os maiores investimentos em tecnologia devem pressionar os resultados no curto prazo e levar a uma política mais conservadora de distribuição de dividendos.

    Apesar da redução dos preços-alvo, o banco continua enxergando oportunidades no setor, sustentadas pela forte geração de caixa decorrente da melhora na qualidade dos ciclos de captação de alunos.

    Vitru

    Após incorporar os resultados do primeiro trimestre de 2026, o BofA elevou o preço-alvo da Vitru para R$ 21, ante R$ 18, e passou a recomendar compra após aumentar em 36% sua estimativa de fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) em 2026.

    O banco explica que sua recomendação anterior, neutra, refletia a elevada exposição da companhia aos cursos impactados pela nova regulamentação, especialmente diante das dúvidas sobre a demanda decorrente da maior carga horária obrigatória.

    No entanto, a Vitru apresentou desempenho operacional superior ao dos concorrentes no primeiro trimestre, reforçando que sua experiência com ensino híbrido reduz a necessidade de adaptações estratégicas. Isso contribuiu para menores despesas de marketing, margens mais elevadas e uma expectativa de menores níveis de provisão para inadimplência (PDA) nos próximos anos.

    O BofA projeta um rendimento de 25% do fluxo de caixa livre para o acionista em 2026.

    Cruzeiro do Sul (CSED3)

    O BofA rebaixou a Cruzeiro do Sul de compra para neutra e reduziu seu preço-alvo para R$ 4,50, ante R$ 8,50, pois vislumbra um ano mais desafiador, embora a empresa continue apresentando uma geração de caixa atrativa

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    A administração informou que os retornos dos investimentos recentes em tecnologia, como sistemas de cobrança e ERPs, podem levar até dois anos para amadurecer, pressionando as margens no curto prazo.

    Além disso, o banco incorporou em suas projeções um aumento do prazo médio de recebimento após o fim do modelo de antecipação de recebíveis, fator que deve reduzir a geração de caixa em 2026, somado a um ciclo de captação de alunos mais fraco do que o esperado.

    Juros e inflação devem pressionar mais Cogna e Yduqs

    O BofA destaca que, no primeiro trimestre de 2026, a geração de caixa permaneceu saudável, apesar da pressão sobre margens e captação de alunos.

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    Entretanto, em um ambiente de juros elevados e inflação persistente, o banco vê aumento dos riscos para a geração de caixa no médio prazo, especialmente para Cogna (COGN3) e YDUQS (YDU3), devido à maior exposição a estudantes de menor qualidade de crédito.

    Entre as empresas analisadas, apenas a Cogna já apresenta deterioração nos indicadores de provisão para inadimplência (PDA), embora o banco avalie que os riscos estejam aumentando para todo o setor.

    Nesse contexto, companhias menos expostas a alunos de baixa renda e ao financiamento estudantil, como a Ânima Educação (ANIM3), tendem a sofrer impactos menores.

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    Apesar do ambiente mais desafiador, o BofA acredita que a melhora estrutural na qualidade da captação de alunos observada nos últimos dois anos deve continuar sustentando a geração de caixa no curto prazo.



    Fonte: Jovem Pan