Caso Master: TCU interrompe investigação sobre a conduta do Banco Central

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    Segundo o despacho, o órgão irá esperar até que novos elementos oficiais gerados por outros investigadores sejam disponibilizados

    WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDOBanco Master
    Segundo o despacho, os outros investigadores possuem instrumentos de apuração distintos

    O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), suspendeu temporariamente nesta terça-feira (24) o processo de investigação da conduta do Banco Central no caso do Banco Master.

    Segundo o relator, a principal justificativa para a interrupção da investigação foi a abertura de apurações paralelas por outros órgãos, como a Controladoria-Geral da União (CGU), a Polícia Federal (PF), o Supremo Tribunal Federal (STF) e o próprio Banco Central.  A CGU determinou a abertura de um procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta dos servidores do Banco Central. A Polícia Federal está conduzindo apurações em curso na esfera penal, e o STF atua na supervisão jurisdicional da investigação penal, sob a relatoria do Ministro André Mendonça.

    Segundo o despacho, os outros investigadores possuem instrumentos de apuração melhores, como quebra de sigilo e interceptações, e que pararia a própria análise até que novos elementos oficiais gerados por esses órgãos sejam disponibilizados.

    Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial do:

    • Banco Master S/A;
    • Banco Master de Investimentos S/A;
    • Banco Letsbank S/A;
    • Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

    Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do conglomerado de Vorcaro, teve o seu encerramento forçado.

    banco também disse que as resoluções aprovadas sobre o plano de recomposição da liquidez do FGC já produzem efeitos e contribuem para a redução de empresas dependentes do sistema garantidor.

    Entenda o caso Master

    O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhado da Operação Compliance Zero. Também em 18 de novembro, a PF deflagrou a primeira fase da ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Diante da possibilidade de fuga, Vorcaro foi preso um dia antes. O banqueiro foi solto depois com o uso de tornozeleira eletrônica. Em 4 de março, ele foi detido novamente.

    Segundo as investigações, a instituição financeira de Vorcaro oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, o Banco Master passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.

    Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.





    Fonte: Jovem Pan