‘Trabalho será de continuidade’, afirma Durigan, novo ministro da Fazenda

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    Ex-secretário-executivo da pasta assumiu o lugar deixado por Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo

    Marcelo Camargo / Agência BrasilDario Durigan, novo ministro da Fazenda
    Dario Durigan, novo ministro da Fazenda

    Dario Durigan afirmou, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (20), que seu foco à frente do Ministério da Fazenda será um “trabalho de continuidade” em relação à gestão de Fernando Haddad. O novo ministro disse que pretende conectar os resultados macroeconômicos ao cotidiano da população, mantendo o compromisso com o equilíbrio fiscal e a eficiência do gasto público.

    “O que guia a prioridade da minha gestão no Ministério da Fazenda é a conexão entre os grandes resultados da macroeconomia, que a gente obteve depois desses três anos de Haddad, com o resultado concreto da vida das pessoas. A economia faz sentido máximo quando a gente percebe os resultados na vida das pessoas, na vida das famílias brasileiras, na vida de quem trabalha, de quem colabora de fato e faz a economia brasileira crescer e ser forte. Esse é meu compromisso central”, afirmou Durigan.

    Dario Durigan substitui Fernando Haddad após decisão do presidente Lula (PT). Durigan ocupava a secretaria-executiva da pasta, sendo o segundo na hierarquia do ministério. Advogado com mestrado pela UnB, ele foi assessor especial de Haddad na Prefeitura de São Paulo e atuou como diretor de políticas públicas do WhatsApp no Brasil.

    Metas fiscais e orçamentárias

    O ministro afirmou que o governo realizou um ajuste de 2% do PIB e que o orçamento atual está mais estruturado do que o recebido em 2022. Segundo Durigan, o cumprimento do papel do Estado depende do equilíbrio fiscal. A meta é garantir que o orçamento de 2027 seja entregue com maior solidez financeira.

    “A gente conseguiu avançar até aqui graças ao enfrentaamento das desigualdades fiscais e estruturais que nosso país sempre teve. A gente fez um ajuste de 2% do PIB no orçamento, fazendo com que o orçamento que será entregue esse ano pra 2027 seja um orçamento muito mais forte do que o orçamento que esse governo recebeu em 2022”, disse.

    Durigan afirmou que a gestão estabeleceu três frentes imediatas para este ano:

    • Combate ao Devedor Contumaz: Medidas contra a inadimplência tributária recorrente;
    • Benefícios Tributários: Revisão e primeiro corte linear de incentivos fiscais, conforme aprovado pelo Congresso;
    • Reforma Tributária: Finalização das etapas pendentes para que o novo sistema comece a operar em 2025.

    Novo ministro da Fazenda também listou o ganho de produtividade da economia e o aperfeiçoamento do crédito como pilares de sua gestão. No setor tecnológico, a prioridade será atrair investimentos e regular plataformas digitais. Ele citou a sanção do ECA Digital como avanço recente na área.

    “A regulação e o aperfeiçoamento do crédito no país, dadas todas as incertezas e as crises que a gente vive, é preciso aperfeiçoar esse modelo de crédito no país, seja do ponto de vista dos fundos, seja do ponto de vista da parceria com o Banco Central no sistema financeiro e bancário”, explicou Durigan.

    “Na linha de desenvolvimento, eu gostaria de destacar a agenda digital, que pra mim é prioritária importante. Então, seguir os esforços de atrair investimentos na área de tecnologia pro país é central. Bem como, a regulação equilibrada, mas que gere efeitos pra nossa população, seja do ponto de vista das plataformas digitais, cujo os avanços recentes se deram essa semana com a sanção do ECA Digital”.





    Fonte: Jovem Pan