Dólar encerrou a sessão desta terça-feira (3) em leve queda no mercado local, alinhado ao comportamento da moeda americana no exterior

Estendendo a recuperação de segunda, o Ibovespa retomou esta terça-feira (3) a trilha de renovação de recordes históricos, atingindo pela primeira vez a marca de 187 mil pontos na máxima do dia, e encerrando em novo pico para fechamento, aos 185.674,43 pontos, em alta de 1,58% na sessão. Oscilou entre os 182.815,55, na mínima correspondente à abertura, e os 187.333,83 pontos, no melhor momento. O giro financeiro foi a R$ 36,5 bilhões. Na semana e no mês, o Ibovespa agrega 2,38%. No ano, sobe 15,24%.
Até o início da tarde, o Ibovespa chegou a manter ganho na casa de 2% no pregão, recuperando a trilha de recorde iniciada ainda em meados de janeiro, e caminhou na contramão de Nova York – onde as perdas da sessão chegaram a 1,43% (Nasdaq) no fechamento -, reforçando a percepção de que a rotação global a partir de redução de exposição a ativos americanos segue em curso. O dólar à vista, por sua vez, cedeu 0,18%, na casa de R$ 5,25, indicando entrada de fluxo, apesar do ajuste menor em direção ao fechamento.
Dólar cai
O dólar encerrou a sessão desta terça-feira (3) em leve queda no mercado local, alinhado ao comportamento da moeda americana no exterior, que voltou a cair após um repique nos últimos dias com a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve por Donald Trump. A alta do petróleo e provável fluxo estrangeiro para a bolsa doméstica contribuíram para a apreciação do real.
A leitura da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) levou casas relevantes, como Santander e Itaú, a alterar a projeção para a queda da taxa Selic em março de 0,25 ponto porcentual para 0,50 ponto, mas não mudou a perspectiva de que o alívio monetário será gradual. A perspectiva é de manutenção de taxa real elevada e amplo diferencial entre juros – o que estimula o carry trade e desencoraja carregamento de posições em dólar.
Pela manhã, o dólar chegou a flertar com o rompimento do piso de R$ 5,20, ao registrar mínima de R$ 5,2065. A divisa reduziu o ritmo de baixa ao longo da tarde e fechou com perda de 0,18%, a R$ 5,25, após duas sessões seguidas de alta. A moeda americana sobe 0,05% em relação ao real nos dois primeiros pregões de fevereiro, após queda de 4,40% em janeiro – a maior desvalorização mensal desde junho de 2025, quando caiu 4,99%.
*Com Estadão Conteúdo