Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Will Financeira, do Banco Master

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    Medida considerou ‘comprometimento da situação econômico-financeira da instituição’, bem como o ‘vínculo de interesse evidenciado do poder de controle’ da instituição financeira já em processo de liquidação extrajudicial

    Marcello Casal Jr / Agência BrasilBanco Central (BC)
    “O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais”, afirmou o BC em nota

    O Banco Central (BC) decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial da empresa Will Financeira, no contexto da liquidação extrajudicial do Banco Master S/A.

    Em nota, o BC afirmou que se tornou “inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial”.

    De acordo com a entidade monetária, o Conglomerado Master era classificado como de crédito diversificado, porte pequeno e enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial, tendo como instituição líder o Banco Master S/A. O grupo investigado detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

    Nos termos da lei, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição com liquidação decretada ficam indisponíveis.

    “O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes”, escreveu.

    A autarquia também decretou a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-controladores da Will Financeira, incluindo as empresas Will Holding Financeira, Master Holding Financeira e 133 Investimentos e Participações, além de Armando Miguel Gallo Neto, Daniel Vorcaro, Felipe Wallace Simonsen, Felipe Félix Soares e Ricardo Saad Neto.

    Caso Master 

    As liquidações do Banco Master, decretada pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, na quinta-feira (15) revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro. O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o BC e a Polícia Federal (PF).

    “A decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do Conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN”, informou o BC em nota na época.

    De forma extrajudicial, foram liquidados o Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A, e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

    O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhada da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal) para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o SFN. Como resultado, no dia 17 de novembro, o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso.

    *Com informações do Banco Central 

    Em atualização 

     





    Fonte: Jovem Pan