Incidente ocorreu a 175 km da costa do Amapá e resultou na descarga de quase 15 mil litros de material no mar

A Petrobras interrompeu as atividades de perfuração no poço Morpho, situado na bacia da Foz do Amazonas, após detectar o vazamento de fluido em tubulações auxiliares da operação. O incidente, registrado no último domingo (4), ocorreu no bloco FZA-M-059, localizado em águas profundas a aproximadamente 175 quilômetros do litoral do Amapá.
De acordo com informações da companhia e documentos técnicos, a falha foi identificada em duas linhas que ligam o navio-sonda ao poço. A perda de material foi notada inicialmente pela redução do nível nos tanques da plataforma. Para confirmar a origem do problema, um robô submarino (ROV) foi enviado a uma profundidade de 2.700 metros, localizando a descarga direta no oceano.
Estima-se que cerca de 15 metros cúbicos (aproximadamente 15 mil litros) de fluido de perfuração tenham vazado antes que o sistema fosse isolado e contido. O material, popularmente chamado de “lama”, é composto por base aquosa e aditivos, sendo utilizado para resfriar a broca e estabilizar a pressão durante os trabalhos. A estatal assegurou que o produto é biodegradável, atende aos limites de toxicidade exigidos e não representa ameaça ao meio ambiente ou à segurança das equipes.
Paralisação
A operação de sondagem ficará suspensa por um período estimado entre 10 e 15 dias. Durante esse intervalo, as tubulações avariadas serão trazidas à superfície para inspeção detalhada e conserto. A Petrobras reforçou que tanto o poço quanto a sonda permanecem íntegros e seguros, e que os órgãos fiscalizadores competentes já foram notificados.
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Exploração
Região da Foz do amazonas tem potencial para 10 bilhões de barril de petróleo
A perfuração na região da Margem Equatorial, autorizada pelo Ibama em outubro do ano passado exclusivamente para pesquisa, visa confirmar a existência de reservas comerciais de petróleo e gás. A área é considerada estratégica pelo governo federal, com potencial comparável ao do pré-sal, embora seja alvo de críticas por parte de organizações ambientais devido à sensibilidade ecológica da região. O atual poço faz parte de uma campanha exploratória prevista para durar cinco meses.