Saiba como funcionam os Alertas de Emergência pelo celular

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    Governo Federal lançou o Defesa Civil Alerta, um sistema nacional que envia mensagens emergenciais diretamente aos aparelhos, mesmo se estiverem no modo silencioso

    JONATHAN CARIAS/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOPor volta das 23h da noite de ontem, 31 de janeiro de 2025, o alerta severa da Defesa Civil foi emitido para a região da Grande São Paulo
    No Brasil, o novo sistema é operacionalizado pela Defesa Civil, em parceria com a Anatel e o Ministério das Comunicações

    Em junho de 2025, o Governo Federal inaugurou o Defesa Civil Alerta — um sistema nacional que envia mensagens emergenciais diretamente aos celulares, mesmo se estiverem no modo silencioso. E o mais importante: não exige cadastro prévio e funciona via Cell Broadcast, tecnologia consolidada no mundo inteiro.

    1. O que é Cell Broadcast?

    É um sistema de transmissão de uma mensagem para vários celulares simultaneamente, por meio de antenas de celular (celulas) específicas. Diferente de um SMS individual, o alerta via Cell Broadcast atinge instantaneamente todos os dispositivos dentro de uma região geográfica — por exemplo, cidades inteiras — sem sobrecarregar a rede.

    Principais características:

    • Envio em segundos (até 10 s para centenas de milhares de células) .
    • Alerta prioritário: toca um som e vibração exclusivos, mesmo com celular no silencioso 
    • Não exige app, cadastro ou conexão com internet 
    • Preserva privacidade: mensagens são enviadas por célula, sem rastrear ou identificar usuários.
    1. Quem pode enviar e quando?

    No Brasil, o novo sistema é operacionalizado pela Defesa Civil, em parceria com a Anatel e o Ministério das Comunicações. O presidente Lula fez um teste nacional em 14 de junho, envolvendo 36 municípios no Nordeste. O cronograma prevê expansão por todo o país até o fim de 2025.

    O sistema é utilizado em três ocasiões principais:

    1. Emergências de risco iminente à vida (tempestades, inundações, deslizamentos).
    2. Alertas de grande impacto nacional.
    3. Testes rotineiros, para manter a eficácia do sistema.
    1. Como é o processo de envio?

    1. A autoridade responsável identifica a ameaça — por exemplo, Defesa Civil estadual detecta risco de enchente.
    2. Ela transmite o aviso ao Cell Broadcast Center (CBC), o núcleo gerenciador.
    3. O CBC envia a mensagem para as rádios-células (estações).
    4. As estações retransmitem a mensagem para todos os celulares conectados naquele raio, em até 10 s.

    Em resumo: o cidadão não precisa fazer nada. Se estiver na área de risco, seu celular vai tocar e exibir a mensagem. Vale destacar que se o celular estiver em modo avião, ele não receberá os alertas de emergência via Cell Broadcast. Isso acontece porque o modo avião desativa todas as conexões com a rede celular, e o sistema de alertas depende justamente da comunicação com as antenas da operadora (estações rádio base).

    1. Benefícios tecnológicos e de segurança

    • Alta velocidade e alcance preciso: cobertura geográfica eficiente, sem afetar usuários fora da área.
    • Robustez nas emergências: funciona mesmo com a rede congestionada — ideal em situações de pico de tráfego.
    • Compatibilidade universal: funciona em quase todos os celulares modernos — iOS e Android já habilitam por padrão.
    • Privacidade garantida: não rastreia ou identifica usuários.
    1. Exemplos globais

    Países com sistemas semelhantes incluem:

    • Estados Unidos: Wireless Emergency Alerts (WEA), com parceria via FEMA e NWS.
    • México: sistema sísmico por Cell Broadcast, funcionando desde testes em 2024
    • União Europeia: EU-Alert, com variantes como o francês FR-Alert (desde 2022) e britânico Emergency Alert (lançado em março de 2023) Esses sistemas reforçam a efetividade desse modelo e servem de referência para o Brasil.
    1. E no Brasil, como esse sistema impacta o cidadão?

    • Sem necessidade de ação: o alerta chega automaticamente, mesmo com celular no silencioso.
    • Maior segurança coletiva: moradores em áreas de risco podem reagir rapidamente — buscar abrigo, parar trânsito, proteger entes queridos.
    • Transparência nas autoridades: o envio é público, direto, rastreável e testado periodicamente.
    • Inclusão digital: atinge turistas e pessoas sem internet ou cadastro — desde que estejam com celular ligado.

    Vamos juntos construir um futuro em que a proteção da vida e da privacidade caminhem lado a lado — com ética, inteligência e inovação. Quer se aprofundar no assunto, tem alguma dúvida, comentário ou quer compartilhar sua experiência nesse tema? Escreva para mim no Instagram: @davisalvesphd.

    *Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.





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