Inflação sobe 0,33% em dezembro e fecha 2025 dentro da meta

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    Índice acumulado no ano fica abaixo do teto de 4,5%; alta de passagens aéreas impulsionou resultado mensal, enquanto grupo Habitação registrou queda

    CRIS FAGA/DRAGONFLY PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOMovimentação em supermercado atacadista de são Paulo
    Movimentação em supermercado atacadista de São Paulo

    A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), encerrou o ano de 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme dados divulgados na manhã desta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado anual ficou abaixo do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que era de 4,5%.

    No mês de dezembro, o índice acelerou para 0,33%, ficando 0,15 ponto percentual acima da taxa registrada em novembro (0,18%). Ainda assim, o número é inferior ao verificado em dezembro do ano anterior (0,52%).

    Segundo o IBGE, o resultado acumulado de 2025 (4,26%) mostra uma desaceleração em relação a 2024, quando a inflação havia fechado em 4,83%.

    Transportes puxam alta no fim do ano

    Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, o destaque de alta em dezembro foi o grupo Transportes, que subiu 0,74% e exerceu o maior impacto individual no índice do mês (0,15 p.p.). O aumento foi impulsionado principalmente pelas passagens aéreas, que ficaram 12,61% mais caras, e pelo transporte por aplicativo, com alta de 13,79%.

    Na contramão, o grupo Habitação foi o único a registrar queda em dezembro (-0,33%), o que ajudou a segurar o índice geral. O recuo foi influenciado por ajustes nas tarifas de energia elétrica.

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    Alimentos e Educação no cenário anual

    Analisando o acumulado do ano de 2025, o comportamento dos preços mostrou dinâmicas distintas. O grupo Alimentação e bebidas, que tem grande peso no orçamento das famílias, apresentou uma desaceleração significativa, fechando o ano com alta de 2,95%, contra 7,69% em 2024. A alimentação no domicílio foi a principal responsável por esse alívio, subindo apenas 1,43% no ano.

    Por outro lado, o grupo Habitação, apesar da queda pontual em dezembro, foi o vilão do ano, acumulando alta de 6,79% em 2025 (acelerando frente aos 3,06% de 2024). Outros grupos que pressionaram a inflação anual foram Educação (6,22%) e Despesas Pessoais (5,87%).





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