O mini-índice (WINQ26), contrato com vencimento em agosto, encerrou a última sessão em queda de 0,78%, aos 171.480 pontos, mantendo a pressão vendedora observada nos últimos pregões.
O mercado brasileiro seguiu pressionado pela cautela dos investidores diante da decisão de juros do Federal Reserve (Fed) e das incertezas no cenário internacional. Além do ambiente externo mais defensivo, os agentes também monitoraram a política monetária doméstica, em uma sessão marcada por menor apetite ao risco e realização de lucros em parte dos ativos locais.
Para os traders de mini-índice, o pregão foi influenciado pela perda de força compradora na bolsa brasileira, que encerrou o dia em queda e registrou a quarta baixa consecutiva. O movimento reforçou a atenção para o fluxo vendedor no curto prazo, enquanto o comportamento dos mercados globais e as expectativas para os juros seguiram como os principais direcionadores dos negócios.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice encerrou a sessão mantendo o fluxo vendedor predominante, negociando abaixo das médias de 9 e 21 períodos. Esse comportamento mantém o mercado em uma configuração técnica de atenção para continuidade da correção.
Para que o movimento de baixa ganhe força, será necessário o rompimento da região de suporte em 171.050/170.620 pontos. Caso essa faixa seja perdida, o índice poderá acelerar as vendas em direção aos próximos objetivos em 170.090/169.450 pontos. Em um cenário de maior pressão vendedora, o alvo seguinte fica em 169.100/168.365 pontos.
Por outro lado, para que o ativo retome o fluxo comprador, será necessária a entrada de volume capaz de superar a primeira resistência em 171.775/172.400 pontos. Acima dessa região, os compradores passam a mirar 172.870/173.700 pontos, com objetivo mais longo na faixa de 174.450/175.070 pontos.
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No gráfico diário, o cenário continua mais delicado para os compradores. O contrato segue inserido em uma tendência de baixa de curto prazo, negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos.
Para que haja uma mudança mais consistente na estrutura, será necessário superar a região de resistência e das médias entre 174.880 e 177.900 pontos. Se esse movimento ocorrer, os próximos alvos passam a ser 180.110/183.820 pontos.
No sentido oposto, a perda da região de 169.600/168.470 pontos pode abrir espaço para uma extensão da tendência de baixa, com projeção para 164.975 pontos.
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Um fator que merece atenção é o IFR (14), que encerrou em 31,64 pontos, muito próximo da região de sobrevenda. Embora o indicador sugira que o mercado esteja esticado no movimento de baixa e possa favorecer repiques compradores, a tendência principal permanece negativa enquanto não houver recuperação das principais resistências.

Saiba mais:
WINM26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o mini-índice também terminou a última sessão em queda e permaneceu negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando a predominância do fluxo vendedor.
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A região que considero decisiva para o pregão está entre 170.700 e 169.430 pontos. A perda desse suporte pode ampliar a pressão de venda e abrir espaço para movimentos em direção a 168.500/167.750 pontos. Em uma extensão mais forte da queda, os próximos objetivos ficam em 165.485/164.890 pontos.
Pelo lado comprador, será importante observar uma reação capaz de superar a faixa de 172.560/174.160 pontos. O rompimento dessa resistência pode sinalizar retomada de força dos compradores, abrindo caminho para os próximos alvos em 175.550/177.700 pontos.
Caso o fluxo positivo ganhe continuidade, o índice poderá buscar uma região ainda mais elevada, com objetivo em 179.290/180.760 pontos.
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(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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