O goleiro Vozinha, herói de Cabo Verde na Copa do Mundo, terá sua mãe nas arquibancadas quando entrar em campo pela próxima vez, no domingo (21), depois que as autoridades norte-americanas tomaram medidas para garantir que ela conseguisse o visto a tempo de assistir à partida contra o Uruguai, em Miami.
Uma das revelações do torneio, o goleiro de 40 anos neutralizou o formidável ataque da Espanha na primeira partida de Cabo Verde na história da Copa do Mundo, na segunda-feira, com uma atuação impressionante, mantendo os campeões europeus sob controle no empate em 0 x 0, pelo Grupo H.
Mas Vozinha revelou, com lágrimas nos olhos, que sua mãe, Ana Cândida Évora, não havia comparecido à partida em Atlanta devido a um problema com o visto.
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“Nenhuma mãe deveria perder a chance de ver seu filho fazer história”, disse o deputado norte-americano Hakeem Jeffries em comunicado nesta quarta-feira (17). “Conversei com o secretário de Estado, Marco Rubio, e pedi ao Departamento de Estado que fizesse tudo ao seu alcance para garantir que a mãe dele possa assistir à próxima partida de Cabo Verde.”
“É um privilégio anunciar que a mãe de Vozinha conseguirá obter o visto a tempo de assistir à partida deste domingo”, acrescentou.
Cabo Verde estava entre as dezenas de países cujos cidadãos precisariam pagar taxas de até US$15.000 para entrar nos EUA, devido à ampla repressão à imigração promovida pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
Essa exigência foi posteriormente suspensa para os portadores de ingressos da Copa do Mundo, mas Évora disse à Reuters que já havia descartado a possibilidade de fazer a viagem, citando os altos custos.
“Todas as taxas foram dispensadas, em conformidade com a política oficial”, acrescentou Jeffries. “Os preparativos de viagem já estão sendo feitos para que mãe e filho se reúnam em Miami.”