A cerimônia de assinatura do protocolo de acordo alcançado por Estados Unidos e Irã está prevista para ocorrer nesta sexta-feira, 19, na Suíça, em um hotel de luxo na montanha Bürgenstock, perto do lago de Lucerna, informou nesta terça-feira, 16, o ministério das Relações Exteriores suíço à AFP.
Ele explicou que o local – de difícil acesso e fácil de proteger – “foi proposto pelos mediadores paquistaneses e cataris, assim como por Estados Unidos e Irã”. O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, participará do evento.
Os Estados Unidos já assinaram eletronicamente o pacto preliminar para suspender as hostilidades no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz, segundo informou um alto funcionário americano à agência Reuters nesta segunda-feira, 15.
De acordo com a fonte, o documento recebeu as assinaturas do presidente Donald Trump, do vice-presidente JD Vance e do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf. O governo americano espera divulgar os termos completos do entendimento nos próximos dias.
Na segunda-feira, 15, o vice-presidente dos Estados Unidos disse que acredita que o Irã não aplicará pedágios no Estreito de Ormuz. A declaração veio após o anúncio do presidente Donald Trump de que a passagem, que segundo ele “já está parcialmente aberta”, seria totalmente liberada até sexta.
Fragilidade do acordo
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que as tropas israelenses permanecerão no sul do Líbano apesar do acordo firmado entre Estados Unidos e Irã para encerrar a escalada militar na região. Segundo ele, Israel não participou das negociações conduzidas pelo presidente americano, Donald Trump, e continuará tomando decisões com base em seus próprios interesses de segurança.
Em entrevista coletiva, Netanyahu disse que o Irã pressionou para que a retirada das forças israelenses do território libanês fosse incluída no acordo, mas que a exigência não foi aceita. “O Irã queria que nos retirássemos de lá, mas isso não aconteceu. Sabe por que não aconteceu? Porque me mantive muito, muito firme”, afirmou.
O premiê reiterou que a principal preocupação de seu governo continua sendo impedir que Teerã desenvolva armas nucleares. “Com um acordo ou sem um acordo, continuaremos fazendo o que for necessário para impedir que o Irã obtenha armas nucleares. Enquanto eu for primeiro-ministro de Israel, isso não acontecerá”, declarou.
Israel mantém uma zona de segurança no sul do Líbano desde a ofensiva lançada contra o Hezbollah após os ataques do grupo apoiado pelo Irã ao norte do território israelense durante os primeiros dias da guerra. Desde o início das negociações, Teerã defende que o fim da presença militar israelense na região seja uma condição para qualquer entendimento com Washington.
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