Os contratos de mini-índice (WINM26), com vencimento em junho, encerraram a última sessão (11/06) com forte valorização de 1,86%, aos 171.825 pontos, em um movimento de recuperação após a sequência recente de perdas. Para o trader de mini-índice, a sessão foi marcada por uma melhora do apetite ao risco nos mercados globais após Donald Trump sinalizar um possível acordo entre EUA e Irã. A perspectiva de avanço diplomático reduziu as preocupações com o conflito no Oriente Médio, impulsionou as bolsas internacionais e pressionou o petróleo para baixo, favorecendo os ativos de risco.
No Brasil, o Ibovespa acompanhou o movimento positivo do exterior, com destaque para a alta de Vale (VALE3), dos grandes bancos e de ações ligadas ao consumo. O mercado também repercutiu dados mais fortes do setor de serviços e continuou monitorando as discussões sobre tarifas dos EUA contra produtos brasileiros. Para os traders, o foco segue nos desdobramentos geopolíticos, no fluxo estrangeiro e nos indicadores econômicos, fatores que continuam influenciando a direção dos mercados.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice voltou a apresentar força compradora e encerrou a sessão acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando melhora no curto prazo após o forte movimento de recuperação da última sessão.
Para que o fluxo comprador tenha continuidade, será fundamental superar a região de resistência em 172.145/172.645 pontos. Caso esse rompimento aconteça, vejo espaço para avanço até 173.070/173.850 pontos, com objetivo mais amplo em 174.650/175.130 pontos.
Por outro lado, uma retomada da pressão vendedora exigirá a perda do suporte em 171.600/170.960 pontos. Abaixo dessa faixa, o ativo poderá buscar 170.480/170.100 pontos, com projeção mais longa em 169.740/169.610 pontos.
No gráfico diário, apesar da forte alta recente, sigo observando uma estrutura baixista. O mini-índice continua negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, mantendo a tendência de baixa no curto prazo.
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Entretanto, o IFR (14) avançou para 37,57 pontos após ter atingido níveis próximos de sobrevenda, o que reforça a possibilidade de continuidade da recuperação técnica iniciada nas últimas sessões. Ainda assim, considero esse movimento como corretivo enquanto o ativo permanecer abaixo das principais resistências.
Para uma melhora mais consistente do cenário, será necessário superar a faixa entre 173.370 e 175.400 pontos, abrindo espaço para avanços em direção a 177.990/180.385 pontos.
Já pelo lado vendedor, a perda de 168.390/166.275 pontos recolocaria o mercado em trajetória de queda, com alvos em 165.170/162.350 pontos.
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Saiba mais:
WINM26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o cenário também apresentou evolução positiva. O mini-índice encerrou a última sessão acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando a recuperação observada no intraday.
Para que essa reação ganhe tração, será importante acompanhar a resistência em 171.825/173.070 pontos. O rompimento dessa faixa poderá abrir caminho para novas altas em direção a 174.650/175.855 pontos. Em um cenário mais favorável, os próximos objetivos passam a ser 176.325/177.990 pontos.
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Por outro lado, uma perda do suporte em 170.400/169.560 pontos pode enfraquecer a recuperação atual e recolocar os vendedores no controle. Nesse caso, o mercado poderá buscar as regiões de 168.390/167.620 pontos, com objetivos mais longos em 166.840/165.810 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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