O mercado de assessoria e consultoria de investimentos tem crescido cada vez mais no Brasil. Só entre os assessores, o número de profissionais aumentou 502% entre 2016 e 2025. Mas o avanço vai além dos números. O segmento tem se sofisticado e já oferece diferentes formas de atendimento ao cliente.
Atualmente, o investidor que busca um profissional do mercado financeiro pode escolher entre três formatos distintos de relacionamento: transacional, fee fixo e consultoria.
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“Não existe um modelo superior”, chama a atenção uma recente campanha da XP Investimentos, que passou a oferecer os três modelos aos clientes. “O que existe é o modelo mais adequado para cada pessoa”, reforça a iniciativa.
Cada um dos modelos de atendimento, acrescenta a campanha, varia em nível de autonomia, tipo de suporte e profundidade do planejamento financeiro.
Entenda, a seguir, um pouco mais sobre os tipos de relacionamento e descubra qual é o mais indicado de acordo com o perfil do investidor.
Modelo Transacional
O modelo transacional costuma fazer sentido para o investidor que movimenta pouco a carteira e, portanto, utiliza menos a assessoria financeira. Quem opera com menor frequência e prefere uma carteira mais enxuta tende a pagar menos nesse formato.
O formato é frequentemente confundido como sendo gratuito. De fato, o investidor não faz um pagamento direto para o assessor. O que acontece é um repasse do gestor do fundo para a assessoria responsável por intermediar o investimento. Por exemplo, o assessor vai ficar com parte da taxa de administração de um fundo investido.
Não há um percentual fixo deste repasse. O índice vai variar de acordo com o contrato assinado entre a corretora e a gestão do fundo. Mas o valor – assim como a remuneração dos demais produtos financeiros – pode ser conferido pelo próprio investidor no extrato trimestral da corretora, que virou regra desde o final de 2024.
Principais características:
- Modelo: principal modelo de atuação no setor de investimentos do mercado brasileiro.
- Cobrança: taxa por cada transação de investimento, sem mensalidade fixa.
- Perfil: ideal para quem faz movimentações com menor frequência e quer manter investimentos no médio e longo prazo.
- Diferenciais: você não paga pela manutenção da sua carteira de investimentos.
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Modelo Fee Fixo
Predominante no mercado dos Estados Unidos, o fee fixo funciona como uma espécie de assinatura. Em vez de pagar por cada operação realizada, o investidor contrata um serviço contínuo, com cobrança periódica calculada sobre o valor do patrimônio investido.
O percentual do fee fixo varia de acordo com o escritório contratado e o montante investido. A faixa mais recorrente para investidores pessoa física gira em torno de 1% e 0,4% (na medida em que o patrimônio aplicado aumenta).
Principais características:
- Modelo: modelo em ascensão no mercado brasileiro e consolidado em países desenvolvidos.
- Cobrança: percentual fixo sobre o seu patrimônio investido.
- Perfil: ideal para quem faz movimentações com maior recorrência na carteira de investimentos.
- Diferenciais: em casas como a XP, o valor que seria repassado para o assessor retorna para você, em cashback.
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Modelo Consultoria
No modelo consultivo, o foco está em um planejamento financeiro abrangente, que considera o patrimônio completo do cliente, mesmo quando distribuído entre diferentes instituições financeiras. O resultado é uma visão consolidada de todos os ativos do investidor, independentemente de onde estejam aplicados.
Principais características:
- Modelo: modelo de gestão centralizada e consolidação do patrimônio global do cliente em diferentes plataformas.
- Cobrança: percentual fixo sobre o patrimônio total (em todas as instituições)
- Perfil: indicado para quem possui patrimônio acima de R$ 1 milhão, distribuído entre diferentes instituições, e deseja uma gestão integrada e global da carteira.
- Diferenciais: serviço similar ao Multi-Family Office
As perguntas certas para tomar a decisão certa
Antes de escolher um modelo, o investidor precisa ser honesto consigo mesmo sobre alguns pontos fundamentais. O primeiro deles é o nível de envolvimento que deseja ter com os próprios investimentos. Você acompanha o mercado com frequência e gosta de participar ativamente das decisões? Ou prefere delegar esse processo a um profissional de confiança?
A segunda pergunta diz respeito à complexidade do patrimônio. À medida que o patrimônio evolui, os investidores tendem a precisar de um acompanhamento mais próximo. Quem tem recursos concentrados em uma única instituição possui necessidades distintas das de quem distribui o patrimônio entre vários bancos, corretoras e classes de ativos.
O terceiro fator é o objetivo de vida associado ao investimento. Você está poupando para a aposentadoria? Para a educação dos filhos? Para a compra de um imóvel nos próximos dois anos?
O mercado financeiro leva sempre em conta três aspectos principais: risco, retorno e liquidez. O investidor deve considerar esses três fatores antes de tomar decisões sobre como investir seu dinheiro.