Em reação às acusações dos EUA, Lula divulga dados sobre combate ao desmatamento

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    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou, nesta quinta-feira (11), dados que apontam uma redução do desmatamento no Brasil. O anúncio ocorreu durante visita técnica a um observatório da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, que monitora a região.

    Em discurso feito durante a visita, Lula reforçou que quer provar aos Estados Unidos que o Brasil segue políticas consistentes de redução do desmatamento e o aumento da preservação ambiental no país.

    A divulgação dos dados ocorre pouco tempo após o governo Donald Trump questionar práticas comerciais do Brasil com base na alegação de que o desmatamento ilegal continua beneficiando cadeias produtivas como pecuária, soja, milho e madeira.

    As acusações constam em um relatório elaborado pelo Escritório do Comércio dos EUA, que foi utilizado como base para sugerir novas sanções ao Brasil.

    O governo americano sustenta que produtos agrícolas e florestais oriundos de áreas desmatadas ilegalmente entram no mercado internacional com custos menores, criando concorrência considerada desleal para produtores americanos.

    Com base nesse conjunto de argumentos, a USTR propõe a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre bens brasileiros, medida que ainda será submetida a consulta pública antes da decisão final.

    “Não adianta [Donald Trump] falar que tem aviões. Eu não quero guerra. A minha guerra é provar que estamos certos e vocês [EUA] errados. É provar que você não foi eleito para ser o imperador do mundo, que você pode dizer tudo que você quer e as pessoas ficam quietas”, disse Lula sem citar diretamente o presidente norte-americano.

    Os dados apresentados foram coletados pelo sistema Deter, que aponta redução do desmatamento na Amazônia em maio e na série histórica.

    De acordo com o relatório, o desmatamento na região da Amazônia Legal caiu 69,7% entre 2022 e 2025. No evento, o governo mostrou também a queda de 61% no mês de maio, em relação ao mesmo período do ano passado.

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    “Nós vamos ter que pegar esses dados, mandar para o cidadão do comércio dos EUA, que coloca a questão do desmatamento como justificativa para punir o Brasil com taxação maior, e vamos comparar o que acontece aqui com o que ocorre nos EUA”, reforçou o presidente.



    Fonte: Jovem Pan